EUA aprovam, com reservas, decisão da UE de levantar sanções a Cuba

Washington, 23 jun (EFE) - O secretário de Estado adjunto para Assuntos Hemisféricos americano, Thomas Shannon, assegurou hoje que os Estados Unidos estão satisfeitos com a decisão da União Européia (UE) de levantar as sanções diplomáticas a Cuba. Mas, mais importante que o levantamento dessas medidas, são as condições ou marcadores que a UE impôs a Cuba, destacou Shannon em conversa com jornalistas. Em reunião em Bruxelas, a UE aprovou hoje formalmente levantar essas sanções após um acordo político adotado na cúpula de chefes de Estado e de Governo, realizada na semana passada. Vimos uma participação cada vez maior dos países europeus no debate sobre a situação em Cuba. Isto criou um consenso, destacou Shannon.

EFE |

Ao iniciar o encontro com os jornalistas, Shannon se referiu à declaração conjunta da UE e dos EUA, assinada em 10 de junho, em Brdo (Eslovênia), na qual pedem ao Governo cubano para cumprir o compromisso de libertar os presos políticos, respeitar os direitos humanos e a liberdade de expressão.

O importante, acrescentou, é que a decisão da UE adotada em Bruxelas preservou a insistência no respeito aos direitos humanos, na libertação dos presos políticos e na promoção da democracia.

"As condições são sólidas e preservam nossos valores comuns e nossos interesses comuns", disse o subsecretário de Estado adjunto para Assuntos Hemisféricos americano.

Ele lembrou que o ex-presidente cubano Fidel Castro criticou o pedido da UE para libertar os presos políticos na ilha, qualificando-o de "hipócrita", pois promoveria a impunidade.

"Algo deve ter tido essas condições para que Fidel Castro reagiesse dessa forma", disse.

Shannon ressaltou que a decisão da União Européia pôde obedecer às pressões políticas internas de alguns de seus membros como resposta às mudanças econômicas que ocorreram em Cuba.

Ao mesmo tempo, acusou Cuba de tentar dividir os Estados Unidos e a UE, ao insistir no que poderiam ser suas divergências.

"Não deveríamos nos deixar arrastar a esse jogo. E embora tenhamos diferenças, é importante para nossa diplomacia ressaltar nossos pontos comuns", disse. EFE ojl/db

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