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EUA: sem palavras por comentário de Ahmadinejad sobre 11 de setembro

Os Estados Unidos disseram nesta quarta-feira que o país estava sem palavras para responder às declarações do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, que levantou dúvidas sobre os ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington que deixaram cerca de 3.000 mortos.

AFP |

"Não tenho certeza sobre o que dizer diante de uma declaração como essa. Isso deixa qualquer um sem palavras", afirmou o porta-voz do departamento de Estado americano, Sean McCormack.

"Isso é tão insensato, é retórica mal-informada", continuou McCormack.

"Não posso dizer se é algo ou não que ele realmente acredita ou se é apenas uma tentativa de impressionar a opinião pública no Irã ou em outros lugares", estimou o porta-voz.

Mais cedo nesta quarta, Ahmadinejad voltou a questionar o caráter terrorista dos atentados de 11 de setembro, classificando-os como um "acontecimento suspeito", em discurso transmitido pela televisão estatal iraniana.

"Há 'quatro ou cinco anos', um acontecimento suspeito ocorreu em Nova York. Um prédio caiu e disseram que 3.000 pessoas morreram (...). Nunca divulgaram os nomes, mas com esse pretexto atacaram o Afeganistão e o Iraque e desde então um milhão de pessoas já morreram", declarou Ahmadinejad na cidade santa de Qom (centro do Irã).

É a terceira vez em poucos dias que Ahmadinejad fala sobre o tema. A situação lembra o discurso no qual o presidente iraniano afirmava que o Holocausto dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial não passava de uma invenção.

No dia 8 de abril, Mahmud Ahmadinejad acusou os Estados Unidos de ter usado os atentados de 11 de setembro como "pretexto" para suas intervenções militares no Afeganistão e Iraque.

Eleito em junho de 2005, Ahmadinejada costuma fazer declarações provocadoras, freqüentementes dirigidas contra Israel, país que o Irã considera seu maior inimigo.

O reformista Mohamad Jatami, que governava o Irã em 2001, condenou fortemente na época os atentados de 11 de setembro.

sl/ap/sd

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