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EUA lamentam profundamente morte de civis afegãos, diz Clinton

Os Estados Unidos lamentam profundamente a morte de civis afegãos ocorrida em um bombardeio americano, disse nesta quarta-feira a secretária de Estado do país, Hillary Clinton. Não sabemos todas as circunstâncias ou as causas, disse Clinton em Washington, após um encontro com o presidente afegão, Hamid Karzai.

BBC Brasil |

A secretária de Estado disse ainda que os dois países vão investigar conjuntamente o incidente de terça-feira.

Karzai agradeceu as palavras de Clinton, mas disse que vai discutir o assunto com o presidente americano, Barack Obama.

O bombardeio
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse que dezenas de pessoas morreram nos bombardeios realizados na província de Farah, no oeste do país, perto da fronteira com o Irã.

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Segundo a Cruz Vermelha, os civis estavam abrigados, buscando proteção dos combates na Província de Farah, quando as suas casas foram atingidas. Entre os mortos estariam mulheres e crianças.

Militares americanos disseram que forças afegãs pediram ajuda para reprimir um ataque de insurgentes. Mais de 100 militantes do Talebã teriam atacado um posto policial em Farah, matando três oficiais.

Os militantes então teriam entrado em uma vila e decapitado três pessoas acusadas de colaborar com o governo. Pelo menos 25 militantes morreram no bombardeio americano que se seguiu.

O presidente do Afeganistão vem pedindo reiteradamente às forças ocidentais no país que reduzam o número de mortes entre civis.

Paquistão
Ainda nesta quarta-feira, deve acontecer um encontro entre Obama, Karzai e o primeiro-ministro do Paquistão, Ali Zardari.

O Paquistão também enfrenta militantes islâmicos em suas regiões tribais, fronteiriças com o Afeganistão, muitos deles associados ao Talebã.

Zardari prometeu trabalhar em conjunto com Karzai, a quem chamou de "irmão", para derrotar o "câncer do terrorismo".

Relatos vindos do país dizem que milhares de paquistaneses estão abandonando suas casas, após indicações de que a trégua firmada entre o governo e os militantes vai ser quebrada.

O governo calcula que meio milhão de pessoas podem tentar deixar a região do Vale de Swat se a violência se intensificar na região.

Na terça-feira, o emissário dos Estados Unidos a Afeganistão e Paquistão, Richard Holbrooke, disse em uma sessão no Congresso americano em Washington que o Paquistão precisa fazer mais para combater o Talebã.

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