Os Estados Unidos declararam nesta sexta-feira apoio à integridade territorial da Geórgia e pediram cessar-fogo imediato no território da Ossétia do Sul, onde Tbilisi tentou garantir o controle e para onde a Rússia enviou militares.

O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Gonzalo Gallegos, também afirmou que os EUA estão mandando à região um enviado "para tratar com as partes do conflito".

"Apoiamos a integridade territorial da Geórgia e pedimos cessar-fogo imediato. Pedimos a todas as partes, incluindo georgianos, ossétios do sul e russos, para voltar atrás na escalada do conflito e evitá-lo".

Ele acrescentou que a secretária do Estado norte-americana, Condoleeza Rice, e outros oficiais continuam a trabalhar com as partes para buscar o fim das hostilidades. Os EUA também estão conversando com os aliados europeus sobre uma forma de encerrar o conflito, disse Gallegos.

O conflito entre forças da Geórgia e separatistas apoiados pela Rússia se desenrolou dentro e ao redor da capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali, após a Geórgia mandar soldados para retomar o controle do território, que se rebelou nos anos 1990.

A Geórgia, ex-república soviética, se aliou ao Ocidente e pressiona pela entrada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) --pedido fortemente apoiado pelo governo Bush. O país fica no centro de uma região importante como rota vital de transporte de recursos energéticos.

Perguntado se os EUA se opõem com vigor às ações da Rússia e se Moscou deveria retirar seus militares, Gallegos disse: "eu não vou discutir isso".

"O mais importante agora é que eles parem com a violência e voltem atrás com a escalada do conflito, entrando em uma posição onde possam sentar e conversar".

O Pentágono informou que está monitorando os eventos, mas que não recebeu pedido de ajuda de autoridades georgianas desde que forças russas entraram no país.

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