EUA anunciam nova política com Mianmar que combinará sanções e diálogo

Nações Unidas - Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira uma mudança em sua política com Mianmar, que incluirá a oferta de um diálogo, mas sem levantar as sanções ao regime militar.

EFE |

Assim indicou a secretária de Estado, Hillary Clinton, após participar em reunião do Grupo de Amigos de Mianmar nas Nações Unidas.

Os Estados Unidos tinham desenvolvido uma revisão de sua estratégia com Mianmar depois que em fevereiro passado Clinton declarou em Jacarta, que o atual regime de sanções, não tinha funcionado para conseguir uma Mianmar próspera e democrática e portanto era necessário examinar métodos mais efetivos para conseguir essa meta.

Segundo Clinton, "achamos que as sanções seguem sendo um elemento importante de nossa política, mas não produziram, por si próprias, os resultados que esperávamos".

"Colocar uma disjuntiva entre o diálogo e as sanções, achamos, é uma alternativa falsa. No futuro empregaremos as duas ferramentas na busca de nossa meta, que permanece invariável", acrescentou.

Clinton citou entre os objetivos que pretende Estados Unidos, além da democracia em Mianmar, a liberdade dos presos políticos e um diálogo do regime com as minorias.

EUA e a União Europeia impuseram sanções econômicas contra o regime militar birmanês por sua rejeição a aceitar a vitória nas eleições de 1990 do líder da oposição, Aung San Suu Kyi, submetida a uma prolongada prisão domiciliar.

Para o ano que vem estão previstas em Mianmar as primeiras eleições desde aquelas eleições.

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