EUA anunciam morte de 25 militantes de Sadr em Bagdá

BAGDÁ (Reuters) - Forças dos Estados Unidos mataram 25 militantes nos últimos dois dias na favela de Sadr City em Bagdá, reduto do clérigo xiita Moqtada al-Sadr, disse o Exército norte-americano nesta sexta-feira. Os soldados foram mortos em diversos conflitos na quinta e na sexta-feira, disse o Exército em uma série de comunicados. Ataques aéreos e tanques foram usados para atacar homens de milícias que tentavam lançar bombas a partir do bairro ou atirar contra tropas dos Estados Unidos em patrulha.

Reuters |

Hospitais de Sadr City informaram que receberam quatro corpos e 51 pessoas feridas até a manhã de sexta-feira, mas não forneceram mais números depois disso. Entre os feridos estavam crianças.

Em uma operação, forças especiais norte-americanas mataram 11 combatentes do grupos especiais -- termo usado pelos militares para os grupos armados xiitas que teriam recebido armas e treinamento do Irã -- depois que eles atacaram uma patrulha conjunta de soldados iraquianos e norte-americanos.

Desde que o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, ordenou uma repressão às milícias no fim de março Bagdá sofreu com mais conflitos.

Centenas de pessoas foram mortas nos conflitos, o que mostra que não há sinais de tranquilidade. Funcionários de auxílio e assistência alertaram para o crescimento de uma crise humanitária em Sadr City, onde vivem 2 milhões de pessoas.

Maliki, xiita, disse que a repressão quer desarmar milícias mas os seguidores de Sadr vêem como uma tentativa do governo apoiado pelos Estados Unidos de enfraquecer o movimento de massa do clérigo antes das eleições nacionais de outubro.

(Reportagem de Tim Cocks)

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