EUA anunciam a repatriação de doze presos de Guantánamo

Os Estados Unidos repatriaram doze detidos de Guantánamo (seis iemenitas, quatro afegãos e dois somalis) para seus países de origem durante o fim de semana, anunciou o departamento da Justiça americano.

AFP |

"Estes traslados transcorreram dentro de acordos individuais entre os Estados Unidos e ass autoridades de cada um dos países envolvidos", enfatizou o departamento em um comunicado.

O retorno dos seis iemenitas constitui um avanço porque 97 dos 210 detidos que continuam em Guantánamo são de nacionalidade iemenita.

Até agora a administração Obama resistia a enviá-los para seu país por temor que as autoridades nacionais, que lutam contra uma rebelião no norte e um movimento separatista no sul, não tivessem meios de impedir que se unissem a grupos extremistas.

O presidente Obama ordenou o fechamento da prisão antes de janeiro de 2010. Mas o governo já admitiu que não poderá manter o prazo e anunciou na semana passada a compra de uma prisão numa área rural de Illinois (norte) para receber os presos de Guantánamo.

"O presidente ordenou, com nosso apoio unânime, que o governo federal adquirisse a prisão de Thomson", informaram a secretária de Estado Hillary Clinton e o secretário da Defesa Robert Gates em um comunicado.

O texto destaca que "o presidente não tem nenhuma intenção de libertar qualquer presioneiro nos Estados Unidos", o que está de acordo com a legislação americana.

Ainda não está claro quantos dos 210 detentos que ainda estão em Guantánamo serão transferidos para a prisão do Illinois, onde ficarão separados dos outros presos;

Segundo Gates, 116 serão liberados ou extraditados para seus países de origem. Isso deixaria menos de 100 para a transferência - muitos deles considerados perigosos demais para serem soltos, mas que não podem ser julgados por falta de provas.

O Departamento de Justiça compraria a prisão "em primeiro lugar para abrigar detentos federais", acrescentaram os secretários em sua nota, indicando que é preciso mais espaço para atender à demanda do sistema carcerário americano.

"Em segundo lugar, o Departamento de Defesa irá operar parte da prisão para receber um número limitado de prisioneiros de Guantánamo", explicaram. "As duas partes da prisão serão gerenciadas separadamente, e prisioneiros federais não terão nenhuma oportunidade de interagir com os detentos de Guantánamo".

O Centro de Correção Thomson, localizado perto do rio Mississippi na divisa com Iowa, permanece praticamente vazio desde sua inauguração, há oito anos, devido a cortes orçamentários.

A prisão é protegida por uma grade externa de quatro metros de altura e uma grade interna de três metros, ambas eletrificadas dos dois lados.

bur-jkb/cn

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