(acrescenta comunicado oficial do Departamento de Estado dos EUA) Washington, 19 mai (EFE).- O Governo dos Estados Unidos declarou hoje que respeita a soberania da Venezuela e que averiguará a incursão de um avião militar americano no espaço aéreo venezuelano para dar as possíveis explicações.

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, denunciou hoje que um caça dos EUA violou no sábado passado o espaço aéreo do país, assunto que será tratado na terça-feira com o embaixador americano, Patrick Duddy, a quem convocou para uma reunião.

"Respeitamos a soberania da Venezuela e tenho certeza de que averiguaremos essas alegações e que lhes proporcionaremos (ao Governo venezuelano) uma resposta", observou o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, em entrevista coletiva.

Pouco depois, o Departamento de Estado divulgou um comunicado no qual assinalou que "entende" que um avião militar americano, com base em Curazao, "poderia ter se desviado em uma distração para o espaço aéreo venezuelano".

"Durante uma missão contra o tráfico, o piloto se deu conta de que tinha ocorrido um erro de navegação. Contatou a torre de controle para informar do erro e afirmou que ia voltar imediatamente ao espaço aéreo internacional", diz o comunicado.

A conversa foi "cortês e profissional", destacou o Departamento de Estado.

O Governo dos EUA assinalou, além disso, que sua embaixada em Caracas não recebeu uma comunicação oficial do Ministério de Assuntos Exteriores para que Duddy se apresente na terça-feira à reunião com o Executivo venezuelano para abordar este assunto.

O comunicado não deu mais detalhes do incidente, mas um funcionário do Departamento de Defesa explicou, horas antes, a meios de imprensa locais, que o avião militar era um Viking S-3 que sofreu "problemas de vôo" durante sua missão.

Os pilotos do avião S-3 afirmaram que invadiram por erro o espaço aéreo venezuelano, segundo o funcionário.

As autoridades da Marinha averiguam o incidente para determinar o que realmente ocorreu.

De acordo com o funcionário de Defesa, a tripulação do S-3 estava sob o controle aéreo de Curazao, mas alteraram sua freqüência para poder falar com o pessoal da torre de controle de Maiquetía, o principal do país.

Devido ao "agitado" tom de voz de seu interlocutor, a tripulação se deu conta do erro que tinham cometido.

O funcionário afirmou que os pilotos tiveram alguns problemas com o idioma durante a conversa de três minutos que mantiveram com o pessoal de Maiquetía.

"Contestaram de maneira imediata e se identificaram como membros da Marinha que estavam em uma missão de treino em espaço aéreo internacional e admitiram que possivelmente haviam cometido um erro de navegação", de acordo com o funcionário.

O S-3 envolvido no incidente dá apoio à força Conjunta Interestadual do Sul, com base na Flórida.

Maduro e o ministro venezuelano de Defesa, Gustavo Rangel Briceño, afirmaram hoje que o incidente com a aeronave americana faz parte da campanha de "provocações" dos EUA para "desestabilizar" a região. EFE cai/fb

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