EUA ampliam sanções econômicas contra o Zimbábue

(atualiza com novas informações) Washington, 25 jul (EFE).- O presidente americano, George W.

EFE |

Bush, ordenou hoje uma ampliação das sanções econômicas dos Estados Unidos contra entidades, empresas e indivíduos vinculados ao Governo do Zimbábue, que qualificou de "ilegítimo", informou a Casa Branca.

O partido do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, decidiu que não aceitará um plano de participação no poder com o opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC), depois das eleições que foram repudiadas internacionalmente.

Segundo Bush, as novas medidas ampliam a capacidade de sua administração para sancionar "indivíduos e entidades conectadas com o regime de Mugabe".

O Departamento do Tesouro declarou que entre as entidades sancionadas está a Corporação de Comercialização de Minerais do Zimbábue, agente único de vendas e exportação de todos os minerais explorados nesse país, exceto o ouro e a prata.

Na lista também figuram a Corporação de Desenvolvimento da Mineração, a Companhia de Ferro e Aço, o Banco de Desenvolvimento Agropecuário, a Corporação de Desenvolvimento Industrial, o Banco de Desenvolvimento de Infra-estrutura e várias instituições financeiras.

Entre os indivíduos está Thamer Bin Saeed Ahmed al-Shanfari, um omani que, segundo o Departamento do Tesouro, "tem vínculos estreitos com Mugabe e funcionários de alta hierarquia".

Além disso, o tesouro americano acusa Shanfari de usar a sua empresa, a Oryx Natural Resources, "para permitir que Mugabe e seus associados se beneficiem pessoalmente de várias operações mineiras na República Democrática do Congo".

A administração Bush impôs sanções a várias empresas privadas entre elas a imobiliária Divine Homes, cujo presidente é David Chapfika, vice-ministro de Agricultura do Zimbábue, e a Comoil, uma firma importadora de petróleo do proprietário Saviour Kasukuwere, vice-ministro de Desenvolvimento da Juventude e Criação de Emprego.

"Esta ação é um resultado direto da contínua violência do regime de Mugabe que não leva em conta as exortações da Comunidade de Desenvolvimento do Sul da África (SADC, em inglês), da União Africana (UA) e das Nações Unidas para que cesse seus ataques aos opositores", declarou Bush.

O comunicado presidencial diz que o regime de Mugabe "também manteve sua proibição às atividades de organizações não-governamentais que poderiam dar ajuda à população vulnerável do Zimbábue".

"Nenhum regime deveria ignorar a vontade de seu próprio povo e as exortações da comunidade internacional, sem conseqüências", acrescentou.

Bush disse que se as conversas em andamento entre o regime de Mugabe e o MDC proporcionarem "um Governo que reflita a vontade do povo do Zimbábue, os EUA estão prontos para proporcionar um substancial pacote de ajuda, apoio para o desenvolvimento e para a normalização com as instituições financeiras internacionais".

O presidente americano autorizou o uso dos fundos de ajuda para refugiados "para assistir às pessoas do Zimbábue que buscam refúgio e asilo e que tenham sido afetadas pela violência que ocorre em seu país". EFE jab/ab/rr

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