EUA ampliam sanções contra o Irã depois de resolução da ONU

Ahmadinejad mantém postura desafiadora e afirma que responderá às sanções limitando a exportação de minérios do país

iG São Paulo |

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira a ampliação de medidas punitivas contra companhias e pessoas vinculadas ao programa nuclear do Irã ou que o ajudam a evadir as sanções internacionais.

"Hoje, os EUA estão dando os primeiros passos para aplicar e completar a resolução" do Conselho de Segurança das Nações Unidas contra o Irã, aprovada na semana passada, disse o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner.

O Irã, que insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos, mantém uma postura desafiadora diante das sanções e disse que responderá à resolução limitando a exportação de minérios a países que apoiaram a medida da ONU.

Sanções da ONU e da União Europeia

Depois de a ONU aprovar na semana passada uma quarta rodada de sanções ao Irã, a UE deve adotar na quinta-feira punições ainda mais duras, inclusive contra o setor energético do país. O Irã qualificou na terça-feira de "ilógica e errada" a intenção da União Europeia de endurecer suas sanções à República Islâmica por causa das suas atividades nucleares. As sanções da UE devem afetar também os setores bancário, de seguros e de transportes, entre outros.

O Irã diz que seu programa de desenvolvimento nuclear tem o objetivo de produzir energia para uso civil, mas autoridades americanas e europeias revelaram atividades que não parecem relacionadas à simples produção de eletricidade, afirmando que Teerã não cumpriu com obrigações do Tratado de Não-Proliferação Nuclear para permitir inspeções a todas suas instalações nucleares.

O Irã detém 11 por cento das reservas mundiais conhecidas de petróleo, além da segunda maior reserva mundial. Sanções impostas ao país desde a Revolução Islâmica de 1979 já limitaram o desenvolvimento do seu setor energético, principalmente a sua capacidade de refino.

Teerã diz precisar de cerca de 25 bilhões de dólares por ano em investimentos no setor energético, e a falta de fundos pode transformar o país em importador de combustível.

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