EUA ampliam sanções contra Irã por programa nuclear

Medidas proíbem que americanos façam transações com companhias incluídas em "lista negra"

EFE |

O Governo dos Estados Unidos ampliou nesta terça-feira as sanções contra o Irã com a inclusão em sua "lista negra" de dez companhias de transporte de carga e um alto executivo, no marco de sua campanha para isolar Teerã por seu programa nuclear. A medida foi anunciada pelo Departamento do Tesouro, que explicou que tanto as empresas como o executivo têm vínculos com a estatal Islamic Republic of Iran Shipping Lines, sobre a qual já pesam sanções internacionais. As medidas proíbem que entidades e pessoas dos EUA façam transações com as empresas ou indivíduos incluídos nas listas, e congelam todos seus ativos em jurisdição americana.

O Governo de Barack Obama aumentou em novembro a pressão contra o Irã ao declarar o país "jurisdição de preocupação prioritária por lavagem de dinheiro", e impôs novas penalizações contra os setores nuclear e petroquímico. As sanções e penas contra o Irã se multiplicaram nas últimas semanas por causa de um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), publicado em 8 de novembro, devido às crescentes suspeitas de que seu programa nuclear tem uma vertente militar, destinada a fabricar bombas atômicas.

O Irã assinala que o relatório foi feito com dados falsos, ditado por EUA e Israel, seus grandes inimigos, e negou taxativamente que tenha intenção de fabricar bombas atômicas, mas também deixou claro que não abandonará seu programa nuclear com fins civis pacíficos. O secretário de Defesa americano, Leon Panetta, disse nesta segunda-feira em uma entrevista à emissora "CBS" que seu país fará tudo que for necessário, incluindo a opção militar, para evitar que o Irã desenvolva uma arma nuclear.

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