EUA ampliam revista corporal eletrônica em aeroportos

Por Ross Kerber BOSTON (Reuters) - Autoridades aeroportuárias dos EUA exibiram na sexta-feira as novas máquinas de raios-X que serão usadas para revistar mais passageiros, para alívio dos defensores de mais segurança e desgosto dos ativistas de liberdades individuais.

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As máquinas de 170 mil dólares, fabricadas por uma subsidiária da OSI Systems, mostram aos guardas imagens dos corpos dos passageiros, através da sua roupa, de modo a revelar objetos ocultos.

Três delas serão ativadas na segunda-feira no aeroporto Logan, em Boston. Nos próximos meses, o Departamento de Segurança Doméstica pretende instalar 150 aparelhos, com verbas do pacote de estímulo fiscal do ano passado. Até o final do ano, a agência espera ter 450 scanners avançados nos aeroportos de todo o país.

A adoção dessas máquinas foi acelerada depois que no dia de Natal um nigeriano foi detido com explosivos no voo Amsterdã-Detroit.

O Departamento de Segurança Doméstica pediu mais 214,7 milhões de dólares para a compra de outros 500 scanners avançados, o que, junto com encomendas anteriores, colocará esses equipamentos nos maiores aeroportos dos EUA.

Em Boston, de onde decolaram dois dos aviões usados nos atentados de 11 de setembro de 2001, as autoridades disseram que pediram para receber logo as máquinas, que em breve devem ser instaladas também em Chicago e Los Angeles, entre outras cidades.

Para alguns passageiros selecionados aleatoriamente, isso irá substituir os onipresentes detectores de metais. Quem não quiser se submeter pode ser revistado manualmente - embora numa fase de testes quase todos tenham preferido o exame com raios-X.

As máquinas criam uma imagem fantasmagórica da pele sob a roupa. Numa demonstração a jornalistas, um software obscurecia o rosto e as partes íntimas. Um celular escondido por uma voluntária no quadril foi facilmente identificado.

Para evitar constrangimentos e reduzir a rejeição às máquinas, as autoridades as programaram para apagar rapidamente as imagens, e colocaram os guardas fora do campo de visão dos passageiros, para que não saibam quem está sendo desnudado pelos raios-X.

Entidades de defesa dos direitos individuais veem nessas revistas uma violação à privacidade dos passageiros comuns, e alertam que as imagens de celebridades nuas podem vazar para o público.

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