Por Chris Baltimore

HOUSTON (Reuters) - O governo dos EUA ampliou os esforços para evitar que o petróleo que vazou de um poço no golfo do México provoque um desastre ambiental ao se aproximar da foz do rio Mississippi.

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HOUSTON (Reuters) - O governo dos EUA ampliou os esforços para evitar que o petróleo que vazou de um poço no golfo do México provoque um desastre ambiental ao se aproximar da foz do rio Mississippi.

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EUA ampliam reação a vazamento de petróleo no golfo do México

Por Chris Baltimore

HOUSTON (Reuters) - O governo dos EUA ampliou os esforços para evitar que o petróleo que vazou de um poço no golfo do México provoque um desastre ambiental ao se aproximar da foz do rio Mississippi.

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Por Chris Baltimore

HOUSTON (Reuters) - O governo dos EUA ampliou os esforços para evitar que o petróleo que vazou de um poço no golfo do México provoque um desastre ambiental ao se aproximar da foz do rio Mississippi.

O presidente Barack Obama prometeu "usar todo e qualquer recurso disponível", e os militares estão mobilizados para combater o vazamento, que ameaça atingir o litoral de quatro Estados do sul dos EUA --Texas, Louisiana, Alabama e Flórida, com potencial para afetar a pesca, a preservação ambiental e o turismo.

O poço, que ficava sob uma plataforma que explodiu e pegou fogo na semana passada, está soltando até 5.000 barris (quase 800 mil litros) de petróleo bruto por dia, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica. Isso é cinco vezes a quantidade estimada anteriormente.

O governador da Louisiana, Bobby Jindal, declarou estado de emergência e pediu verbas ao Departamento de Defesa para mobilizar até 6.000 soldados da Guarda Nacional, que ajudarão no eventual trabalho de limpeza.

Na noite de quinta-feira, a mancha de petróleo estava a apenas cinco quilômetros de uma área de preservação ambiental em um manguezal no delta do Mississippi, região de particular preocupação para os ambientalistas, devido à riqueza do seu ecossistema e à dificuldade de recuperar a área.

A secretária federal de Segurança Doméstica, Janet Napolitano, disse que se trata de "um vazamento de significado nacional", o que significa que recursos federais de outras regiões podem ser usados.

Obama disse que a empresa britânica BP, dona do poço, terá de arcar com os custos da limpeza. As ações da BP e de outras empresas envolvidas na exploração de petróleo no poço despencaram.

O acidente pode também influir em propostas do governo, algumas já submetidas ao Congresso, para que sejam concedidas novas autorizações para a prospecção de petróleo nas águas norte-americanas do golfo do México.

A Marinha disse estar fornecendo à Guarda Costeira botes infláveis e sete sistemas de "escumadeira" para tentar conter a mancha de óleo.

Em Mobile, Alabama, um oficial da Guarda Costeira disse que a população está se preparando para um "impacto costeiro", embora não seja possível prever exatamente quando.

Esse oficial disse que 500 mil varas estão preparadas para serem instaladas na superfície marítima, a fim de segurar a película de óleo.

A BP e a Guarda Costeira montaram aquilo que a empresa diz ser a maior operação de contenção de vazamentos petrolíferos na história, envolvendo dezenas de embarcações e aeronaves.

A empresa britânica admitiu, no entanto, que enfrenta dificuldades para conter a origem do vazamento, já que a boca do poço está mais de 1.500 metros abaixo da superfície do mar. A BP pediu ao Pentágono para usar imagens militares e veículos teleguiados para tentar tapar o poço.

A explosão da plataforma, ocorrida há 11 dias, deixou 11 trabalhadores desaparecidos.

(Reportagem adicional de Joshua Schnyer e Rebekah Kebede em Nova York, e Kelli Dugan em Mobile)

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