EUA alertam que Coreia do Norte pode lançar outro míssil de longo alcance

WASHINGTON - Fotos captadas por satélite revelaram movimentos de veículos em um local de lançamento de mísseis na Coreia do Norte, levando a crer que Pyongyang se prepara para lançar um foguete de longo alcance, indicaram nesta sexta-feira dois funcionários do Pentágono que solicitaram o anonimato.

Redação com agências internacionais |

O movimento de veículos é semelhante ao dos trabalhos prévios ao lançamento de um foguete de longo alcance por parte da Coreia do Norte no mês passado, disseram os funcionários à AFP.

As autoridades americanas afirmaram que os Estados Unidos estão monitorando com atenção os locais de lançamento de mísseis da Coreia do Norte e outras instalações no país.

Míssil de curto alcance

Nesta sexta-feira, a Coreia do Norte testou mais um míssil de curto alcance na sua costa leste e disse que tomará outras "medidas de autodefesa" caso o Conselho de Segurança da ONU puna o país por seu teste nuclear desta semana.

A Coreia do Sul disse que o Norte, cada vez mais agressivo, pode estar preparando novas ações, depois que barcos pesqueiros chineses foram vistos deixando uma área disputada da fronteira marítima na costa oeste da península.

Coreia do Sul e EUA elevaram seu nível de alerta militar na região depois que o isolado regime comunista lançou mísseis e ameaçou uma guerra, depois de fazer um teste nuclear na segunda-feira.

Muitos especulam que agora o Norte poderia provocar uma escaramuça naval nas águas disputadas, muito procuradas nesta época por barcos que pescam caranguejos.

Nos últimos dez anos, as duas Coreias travaram duas violentas batalhas navais em águas disputadas, e o Norte alerta que isso pode se repetir em breve.

"Nossas forças estão assistindo a esses movimentos (de barcos pesqueiros chineses) com a visão de que podem ser sinais que indicam a possibilidade de agressão da Coreia do Norte", disse um porta-voz do Ministério da Defesa.

Os confrontos de 1999 e 2002 ocorreram em junho, auge da temporada do caranguejo, que dura três meses. Nessa época, os barcos procuram os lugares mais produtivos dentro das águas disputadas.

"Agora que se fala... numa guerra total, nós, pescadores, estamos preocupados", disse Kim Jae-sik, de 48 anos, que vive na ilha de Yeonpyeong, administrada por Seul, mas reivindicada por Pyongyang. "Hoje em dia, quando saímos, sabemos que estamos enfrentando perigos."

Sanções da ONU

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - Estados Unidos, Rússia, França, China e Reino Unido - estão de acordo em punir o recente teste nuclear da Coreia do Norte , com a imposição de uma nova rodada de sanções, disseram nesta quinta-feira fontes diplomáticas que não quiseram se identificar.

Essas mesmas fontes disseram que as cinco potências, junto com Japão e Coreia do Sul, devem apresentar na semana que vem um projeto de resolução para reforçar o atual regime de sanções contra o regime de Pyongyang. "Não há desacordo quanto aos princípios que conterá a resolução", disseram.

Ressaltaram também que China e Rússia, que antes se mostraram reticentes a sancionar a Coreia do Norte, desta vez estão plenamente de acordo na necessidade de responder com firmeza às ações do regime comunista.

As mesmas fontes, que pediram para não serem identificadas, disseram que as sanções se concentrarão no programa nuclear norte-coreano e em seu aparato militar, assim como nos responsáveis de dirigi-los.

O processo de negociação multilateral (as duas Coreias, China, EUA, Rússia e Japão) iniciado em Pequim, em 2003, está paralisado desde dezembro do ano passado, por causa das divergências sobre como verificar o arsenal nuclear do regime norte-coreano.

infografico
Clique para ver o infográfico sobre o teste nuclear norte-coreano

(Com informações de AFP, BBC e Reuters)

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