EUA alertam para risco de fome em Mianmar

Washington, 20 mai (EFE).- O subsecretário de Estado adjunto, Scot Marciel, chamou hoje a atenção para o perigo de Mianmar enfrentar uma crise de fome caso a Junta Militar que governa o país não permita a chegada de mais ajuda humanitária internacional.

EFE |

Marciel, também embaixador dos Estados Unidos na Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), afirmou que, se não mudar de atitude, o regime militar de Mianmar será responsável por uma segunda catástrofe.

"A situação está ficando desesperadora", disse o diplomata, que atribuiu ao Governo birmanês o caos em que a população vive atualmente e acusou-o de pôr em risco milhares de pessoas vítimas do ciclone tropical "Nargis".

"Caso a entrada de ajuda não seja permitida e milhares de birmaneses morram, toda a responsabilidade recairá sobre o general Than Shwe", o chefe da Junta Militar, disse Marciel.

"A cada dia que passa, mais pessoas sofrem e a culpa do Governo birmanês aumenta", afirmou.

O subsecretário disse ainda que a decisão da Junta de manter o referendo sobre a minuta de uma nova Constituição demonstra a total despreocupação do Governo com a situação da população.

Segundo Marciel, os Estados Unidos têm US$ 17,5 milhões em ajuda para doar, US$ 16 milhões dos quais seriam para programas das Nações Unidas e para ONGs "de confiança". EFE elv/sc

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