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EUA afirmam que têm plano positivo para A.Latina

Washington, 10 ago (EFE).- Os Estados Unidos asseguraram hoje que têm um plano muito positivo para a América Latina, em uma tentativa de acalmar a polêmica gerada pelo acordo que negocia com a Colômbia para utilizar até sete de suas bases militares para a luta contra o narcotráfico.

EFE |

"Dissemos claramente que não estamos, em primeiro lugar, criando ou estabelecendo nenhuma base militar na Colômbia. Estamos trabalhando com nosso parceiro colombiano para enfrentar um problema na região: o tráfico de drogas", reiterou o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Robert Wood, em sua entrevista coletiva diária.

Washington e Bogotá negociam um acordo para que os EUA utilizem até sete bases colombianas para operações conjuntas na luta contra o narcotráfico, que antes eram realizadas na base equatoriana de Manta, cuja concessão não foi renovada por Quito.

Estes planos criaram polêmicas entre alguns presidentes da região, entre eles o líder venezuelano, Hugo Chávez, que disse que o acordo pode "gerar uma guerra na América do Sul".

Já o presidente boliviano, Evo Morales, afirmou que os EUA querem utilizar bases militares na Colômbia contra os "processos revolucionários que estão sendo gerados na América" e não para combater as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ou o narcotráfico.

As queixas foram tantas que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, se viu obrigado a realizar uma viagem por vários países latino-americanos, para explicar aos líderes dessas nações o acordo militar que negocia com os EUA.

"Temos um plano muito positivo para a América Latina", que consiste em promover a prosperidade, a luta contra o narcotráfico, a Justiça e a igualdade de oportunidades, assinalou o porta-voz.

"Estes são problemas muito, muito desafiantes, mas fomos muito claros sobre nosso apoio e fomos muito transparentes sobre o que tentamos fazer" na América Latina, acrescentou.

Wood afirmou, além disso, que o Governo dos EUA quer ver uma região "mais democrática, mais próspera e com mais paz".

Para ele, "não faz sentido olhar atrás" e, apesar de ter dito que o Governo entende que há "percepções baseadas em seu histórico", reiterou que a nova Administração sublinhou que quer manter relações "muito fortes" com os países da região. EFE cai/pd

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