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EUA afirmam que presença militar na Colômbia será mínima

Quito, 13 ago (EFE).- Os Estados Unidos querem assinar acordos militares com a Colômbia dentro de um processo de regularização da ajuda ao país que implica uma redução da presença americana, segundo Christopher McMullen, subsecretário adjunto de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental.

EFE |

Em entrevista publicada hoje pelo jornal equatoriano "El Comercio", McMullen afirmou que esse processo "durará dois ou três anos", após o que a presença americana na Colômbia será "mínima".

Essa é uma das razões, segundo McMullen, pelas quais o país busca assinar acordos militares com a Colômbia. É para ter acesso "em caso de haver uma emergência humanitária, um desastre, mais problemas com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) ou com outros grupos irregulares", disse.

"Mas, em geral, estamos nos preparando para regularizar nossa assistência", acrescentou ao jornal.

O subsecretário americano explicou que os acordos militares que o país negocia com o Governo colombiano, como o destinado ao uso compartilhado de bases na Colômbia que causou mal-estar e polêmica em nações vizinhas, buscam modernizar convênios "dos anos 50, da Guerra Fria" e atualizar "convênios informais".

Para ele, "houve confusão" na interpretação desses acordos feita por certos líderes da América Latina.

"Não queremos nem temos planos de construir bases na Colômbia.

Usamos bases a partir do princípio do Plano Colômbia (contra o tráfico de drogas)", contou.

McMullen explicou que os convênios revisados atualmente se referem às três bases colombianas que os Estados Unidos já utilizaram, apesar de fontes colombianas falarem em até sete.

Para o funcionário americano, que dentro de seu departamento se ocupa do Escritório de Assuntos Andinos e Brasileiros, as opiniões de alguns dirigentes latino-americanos sobre o acordo entre os dois países "parecem uma travessura" e buscam "promover uma ideia que não existe".

Ele destacou que os comentários sobre a possibilidade de uma situação bélica na região "não são responsáveis". EFE ic/db

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