EUA afirmam que não financia oposição para conspirar contra Ortega

Manágua, 15 out (EFE).- O embaixador dos Estados Unidos em Manágua, Robert Callahan, rejeitou hoje as denúncias que Washington financia a oposição nicaragüense para conspirar contra o Governo de Daniel Ortega.

EFE |

Em discurso pronunciado perante membros da Câmara de Comércio Americana da Nicarágua (Amcham), o embaixador Callahan comentou reiteradas denúncias feitas, nesse sentido, por Ortega.

"Quero declarar publicamente que tudo o que fazemos aqui (na Nicarágua), cada programa em apoio ao desenvolvimento, democracia, saúde e educação, cada intercâmbio de estudantes, soldados ou artistas, cada doação à Polícia ou às forças armadas, tudo, cada coisa, a fazemos de maneira pública e transparente", enfatizou.

"Portanto quando os senhores escutam acusações que os Estados Unidos estão secretamente tentando solapar a democracia na Nicarágua, ou que está furtivamente se envolvendo em políticas partidárias, por favor lembrem o que acabo de dizer: tudo o que fazemos, o fazemos abertamente", afirmou.

Callahan disse que a intenção da Casa Branca em Manágua é apoiar aqueles nicaragüenses que queiram fortalecer sua democracia e desenvolver sua economia.

A ajuda dos EUA para a Nicarágua chegou a US$ 40,5 milhões em 2007.

No discurso, no qual Callahan antecipou que falaria sobre a "complexa e freqüentemente conflituosa história" dos EUA e Nicarágua, reconheceu que Washington cometeu muitos erros neste país, "alguns de gestão, outros de omissão".

Acrescentou que apesar dessa conflituosa relação entre ambos, o importante é que mantiveram o diálogo.

Callahan disse que os EUA, como país maior, devem tomar cuidado com "arrogância e a distração", razão pela qual, disse, alguns nicaragüenses vêem a presença americana no país "com certa desconfiança".

Em declarações a jornalistas, o embaixador disse que as relações com a Nicarágua "são satisfatórias".

"Há problemas, não resta dúvida, mas temos linhas de comunicação abertas e fluentes e tenho a oportunidade de falar com o chanceler (Samuel Santos) com freqüência", disse. EFE lfp/ma

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