EUA afirmam que Governo do Haiti lidera esforços humanitários

Washington, 16 jan (EFE).- As autoridades dos Estados Unidos afirmaram hoje que o Governo do Haiti é o responsável por liderar a coordenação da ajuda humanitária para o país, em procedimento que contará com 14 pontos de distribuição.

EFE |

"Trata-se de um esforço em massa e nosso enfoque está na coordenação destes esforços internacionais", explicou Tim Callaghan, assessor para a América Latina e o Caribe do escritório americano de assistência para desastres no exterior (OFDA, na sigla em inglês).

"O Governo do Haiti lidera a identificação das prioridades", embora autoridades americanas e de outros países realizem reuniões diárias para detalhar as tarefas de coordenação, explicou Callaghan, que está no Haiti e falou por teleconferência.

Ao insistir na necessidade de manter a "boa coordenação" no terreno, Callaghan disse que o Governo do Haiti estabeleceu na sexta-feira 14 pontos de distribuição da ajuda humanitária e que entrarão em funcionamento ainda hoje.

O assessor reforçou o pedido feito hoje pelo presidente haitiano, René Préval, para que o trabalho de coordenação de todas as equipes de resgate que chegaram ao Haiti seja mais integrado.

Callaghan reconheceu a urgência de integrar a coordenação para entregar a ajuda de forma rápida e eficaz, diante de relatos de que o desespero está dando lugar à fúria entre os afetados pelo terremoto.

O navio americano "USS Comfort" partiu hoje do porto de Baltimore, na costa leste dos EUA, rumo ao Haiti com material e pessoal médico.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah, a missão de paz da ONU no Haiti, morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 - considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da "Agência Brasil". EFE mp/bba

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