EUA afirmam que cresceu quantidade de drogas em circulação na Venezuela

Bogotá, 29 jun (EFE).- O embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, William Brownfield, afirmou que houve um grande aumento na quantidade de drogas que circulam na Venezuela - de 20 ou 30 toneladas anuais para as atuais 300 toneladas -, e pediu a ajuda do Governo venezuelano para lutarem juntos contra o problema.

EFE |

O diplomata afirmou, em entrevista publicada hoje pelo jornal de Bogotá "El Tiempo", que as autoridades americanas notaram um "aumento geométrico" na quantidade de drogas ilícitas em circulação na Venezuela.

"A média subiu de 20 a 30 toneladas ao ano para as 300 atuais, e ninguém diz que isso acontece devido à política oficial. A única coisa que se comenta é o perceptível aumento considerável na quantidade de drogas que transitam pelo país", assegurou.

Ele destacou que espera que o Governo americano "possa colaborar de maneira bilateral, regional, hemisférica e global com o controle do problema".

Brownfield evitou dizer a que se deve o aumento da circulação de drogas na Venezuela e, ao ser perguntado sobre os frágeis controles no país, indicou que o encarregado de responder sobre isso era o embaixador dos EUA na Venezuela, Patrick Duddy.

Além disso, assinalou que é "muito positivo" o fato de o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ter exigido às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) a libertação imediata de todos os seqüestrados pelo grupo.

"Faço minha a voz de muitos Governos na região que aplaudem essa declaração e exigem ao Secretariado das Farc que acabe com o drama dessas pessoas, que, em alguns casos, estão há mais de dez anos em cativeiro junto com centenas de outros seqüestrados", afirmou o embaixador americano.

Os rebeldes têm como reféns três cidadãos americanos, a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, outros líderes políticos, policiais e militares.

O grupo pretende trocar os presos por 500 insurgentes que estão em prisões da Colômbia e dos EUA.

Duddy ressaltou que Washington discorda de qualquer Governo que apóie pública ou privadamente as atividades ou as declarações das Farc - em referência ao apoio do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, à guerrilha colombiana.

Ele afirmou que, ao longo de sua vida como diplomata, teve bons e maus momentos, e que em seu último destino antes da Colômbia, quando foi embaixador na Venezuela, teve vários momentos "sensíveis", mas que também houve situações positivas.

Por outro lado, reiterou que a Colômbia é um aliado de grande importância para os EUA, e que Bogotá "continuará como parceiro importante dos Estados Unidos, independente de quem ganhar as eleições presidenciais americanas", em novembro.

O representante americano esclareceu que, caso o Equador decida não manter a colaboração na Base de Manta, o Governo dos EUA terá de buscar outras opções para sua mudança, assim como afirmou que, independente de qualquer coisa, não seria uma "base", já que estaria sob controle do Governo anfitrião.

"O Governo dos EUA não está querendo nenhuma base militar na Colômbia", disse, ao esclarecer, no entanto, que existe a possibilidade de a região ser um lugar colaborativo. "É uma expressão longa e complicada, mas é assim que deve ser chamada".

"Estamos procurando o melhor lugar para esse tipo de colaboração: a colaboração contra a droga ilícita. Se me perguntarem se há alternativas para a Colômbia, a resposta é: com certeza", acrescentou. EFE fer/fh/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG