EUA afirmam que a Al Qaeda encontrou refúgio no Paquistão

Washington, 30 abr (EFE).- O Governo dos Estados Unidos disse hoje que a rede terrorista Al Qaeda está perdendo terreno, apesar de ter encontrado refúgio nas regiões tribais do Paquistão, a partir de onde planeja atentados.

EFE |

Enquanto o grupo perdeu força, os talibãs se fortaleceram no Afeganistão, segundo o relatório anual sobre terrorismo no mundo elaborado pelo Departamento de Estado americano.

O documento afirma que Irã, Sudão, Síria e Cuba são países patrocinadores do terrorismo, o que possibilita sanções, como a proibição da venda de armas e de ajuda econômica a essas nações.

Os Estados Unidos tiraram a Coreia do Norte dessa relação em 11 de outubro de 2008, após chegarem a um acordo com o país para pôr fim ao programa nuclear norte-coreano.

Em relação à Al Qaeda, o documento constata que a rede terrorista encontrou nas regiões tribais do Paquistão que fazem fronteira com o Afeganistão, onde a presença do Estado é muito pequena, um refúgio similar ao que tinham em território afegão antes de 2001.

A organização restabeleceu certo controle central das operações, em particular em torno do egípcio Ayman al-Zawahiri, um dos líderes da Al Qaeda e que substituiu dirigentes capturados ou mortos, segundo os Estados Unidos.

No Iraque, a rede terrorista perdeu força devido às deserções e à interrupção das fontes de financiamento e apoio do grupo.

Os talibãs, por outro lado, receberam em 2008 mais dinheiro do tráfico de drogas e de fontes no Golfo Pérsico, o que aumentou a capacidade de grupo de lutar, de acordo com o documento.

Em consequência, os atentados contra forças americanas, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e do Governo afegão aumentaram. Os talibãs "controlam partes de Afeganistão e Paquistão, e ameaçam a estabilidade da região", alertou o Departamento de Estado americano.

Entre os países patrocinadores do terrorismo, o "mais ativo", segundo os Estados Unidos, é o Irã. Os EUA acusam a nação de fornecer US$ 200 milhões ao grupo libanês Hisbolá e treinar mais de três mil combatentes. EFE cma/db

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