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EUA afirmam não ver muitas mudanças em tropas russas na Geórgia

Washington, 19 ago (EFE).- O Governo dos Estados Unidos afirmou hoje que ainda não viu um sério movimento de retirada das tropas russas da Geórgia, e pediu novamente à Rússia que abandone imediatamente o país e cumpra com o acordo de paz.

EFE |

A Rússia desacelerou hoje a retirada de suas unidades militares de território georgiano, tanto da separatista Ossétia do Sul quanto da zona administrada por Tbilisi, apesar de ter assegurado que acelerará a retirada a partir da sexta-feira.

"Não vemos muitas mudanças nas forças (russas) que estavam ali", disse hoje o porta-voz do Pentágono, Brian Whitman, em sua entrevista coletiva diária.

Do Departamento de Estado, o porta-voz adjunto interino, Robert Wood, afirmou que "não há nenhum sinal de que as tropas russas estejam se retirando da Geórgia".

"Pedimos à Rússia que saia imediatamente da Geórgia", disse.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe, assinalou, por sua parte, que a Rússia "não precisou de três ou quatro dias para entrar na Geórgia, e que por isso realmente não deveria necessitar de três ou quatro dias para sair de lá".

Quanto às informações que indicam que as forças russas se apoderaram de vários veículos Humvee americanos, Johndroe afirmou que, se isso for verdade, os russos terão que devolvê-los o mais rápido possível.

"Esperamos da Rússia que devolva qualquer equipamento que seja dos Estados Unidos, e que o faça rápido", disse o porta-voz da Casa Branca.

Por sua parte, o subsecretário do Tesouro Robert Kimmitt afirmou que a Rússia "não está jogando sob as normas do século XXI", e está danificando o clima empresarial em seu próprio país, ao fazer com que os investidores estrangeiros busquem oportunidades em outros lugares.

"Suas ações danificaram significativamente a reputação da Rússia, tanto em nível político quanto econômico", explicou Kimmitt.

"Se (os russos) olham para o futuro, e desejam uma melhor qualidade de vida para seus cidadãos, vão precisar de acesso aos mercados internacionais, de participação em organizações internacionais e de investimentos diretos estrangeiros", disse.

O Departamento do Tesouro, que colaborou com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial (BM) e o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (Berd) para impulsionar reformas econômicas na Geórgia, prometeu que ajudará o país para que sua economia não seja muito afetada pelo conflito.

"Nós e nossos parceiros internacionais vamos fazer tudo o que for possível a curto prazo em termos de assistência humanitária, e a longo prazo em termos de ajuda para a reconstrução da Geórgia", reiterou Kimmitt.

O Governo dos Estados Unidos já forneceu mais de US$ 4 milhões em ajuda humanitária à Geórgia desde que começou o conflito, em meados de agosto. EFE cai/gs

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