EUA advertem sobre aumento da capacidade militar chinesa

Washington, 25 mar (EFE).- O Departamento de Defesa dos Estados Unidos advertiu que a capacidade militar da China continua crescendo, em um relatório apresentado hoje no Congresso, no qual pediu mais transparência às autoridades chinesas para evitar incerteza na região.

EFE |

O relatório traz novos detalhes da estratégia e das capacidades do Exército desse país, que aumentaram "enormemente" nos últimos anos, afirma.

Com um crescimento econômico de 8% por ano, a China "pôde investir grandes quantias na modernização militar", afirmou o Pentágono.

Precisamente, compraram armas avançadas estrangeiras, investiram em pesquisa e desenvolvimento, e impulsionado o crescimento das indústrias de defesa nacional.

O documento indica que a China também fortaleceu suas capacidades bélicas no terreno, incluindo as espaciais e cibernéticas, que "ameaçam o equilíbrio militar da região".

Em entrevista coletiva, o secretário de imprensa do Pentágono, Geoff Morrell, disse que os Estados Unidos pedem às autoridades chinesas "mais diálogo e transparência" para "diminuir as suspeitas entre as duas partes".

Embora o relatório constate que a transparência melhorou no ano passado, indica que "ainda resta muito a aprender sobre a China, as estratégias militares nacionais, os avanços e tendências em sua modernização militar, e suas consequências para a segurança e estabilidade regionais".

Um dos pedidos de transparência do texto do Departamento de Defesa faz referência ao orçamento.

Segundo dados oficiais, o Exército chinês duplicou seu orçamento desde 2000, que passou de US$ 27,9 bilhões para US$ 60,1 bilhões.

No entanto, as autoridades americanas acham que os funcionários chineses têm um subrregistro e o orçamento real de 2008 pode ter oscilado entre US$ 105 bilhões e US$ 150 bilhões.

Esta "limitada transparência", segundo o Pentágono, "poderia contribuir para a instabilidade", já que a renuência da China em oferecer informação "cria incerteza e aumenta as possibilidades de mal-entendidos e erros de cálculo".

Sobre as tensas relações com a ilha de Taiwan, o relatório afirma que "as Forças Armadas da China estão desenvolvendo rapidamente a capacidade de coação, a fim de dissuadir Taiwan das aspirações de independência".

Isso ficou traduzido no deslocamento de mísseis mais avançados, mais equipamentos e tropas mais bem formadas nas regiões situadas em frente à ilha de Taiwan.

Os chineses afirmam que o fortalecimento de seu Exército é puramente defensivo e destinado exclusivamente à proteção de seus interesses em matéria de segurança.

No entanto, o relatório destaca que as novas capacidades da China poderiam servir para ter o poder que permita "garantir o acesso aos recursos ou reivindicar os territórios em disputa".

O documento também adverte que a China modernizou seu arsenal de mísseis balísticos intercontinentais e está se preparando para lançar em breve uma nova classe de submarinos.

Diante disso, os Estados Unidos trabalham com seus aliados na região para vigiar estes avanços e "ajustar nossas políticas em consequência", diz o texto. EFE elv/an

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