EUA advertem embaixadas de gastos com visitas de Obama e McCain

Washington, 21 jul (EFE) - Os Estados Unidos fizeram um apelo de atenção às embaixadas para que controlem os gastos derivados das viagens ao exterior que os candidatos presidenciais fazem durante suas campanhas. O Governo marcou um procedimento de atuação para seu pessoal diplomático destacado no exterior, pelas viagens que os candidatos democrata, Barack Obama, e republicano, John McCain, estão fazendo ao exterior como parte da campanha eleitoral visando ao pleito de 4 de novembro. A secretária de Estado americano, Condoleezza Rice, advertiu em mensagem interno aos funcionários de que seja dado aos candidatos a ajuda mínima para não incorrer em uma violação da lei, informou hoje o Departamento de Estado dos EUA. Os funcionários são aconselhados a não fazer qualquer gasto extraordinário que possa demonstrar favoritismo por um candidato ou outro, nem um uso indevido do orçamento da embaixada para fazer campanha política. Gonzalo Gallegos, um dos porta-vozes do Departamento de Estado americano, indicou que não há nada incomum em mensagem como esta, já que se costuma dar diretrizes aos funcionários das embaixadas sobre como atuar em determinadas ocasiões. De fato, segundo disse Gallegos, já tinham recebido perguntas dos empregados nas embaixadas sobre o que era o mais apropriado nestes casos. A nota interna inclui exemplos sobre o que devem e não devem fazer os trabalhadores das embaixadas. Eles não podem marcar uma reunião de alto nível entre o can...

EFE |

Os empregados do Governo também não podem participar de certas atividades políticas realizadas pelo candidato durante a visita e não podem fazer trabalho de campanha eleitoral.

São proibidos também de alugar um ônibus para a imprensa: Pode-se indicar o número de telefone de uma companhia, mas não fazer a gestão por eles.

Estas normas foram divulgadas em plena viagem do candidato democrata Barack Obama à Europa e ao Oriente Médio.

As duas primeiras escalas de sua viagem o levaram ao Afeganistão e ao Iraque, onde os Estados Unidos têm tropas desdobradas, e se espera que visite Israel, Cisjordânia, Jordânia, Alemanha, França e Reino Unido.

McCain também fez o mesmo anteriormente e visitou Iraque -em oito ocasiões-, Afeganistão, Europa e América Latina.

Rice destaca em sua mensagem que as instruções devem ser seguidas igualmente com ambos, embora o tratamento aos candidatos deste ano seja mais difícil, porque os dois são membros do Congresso, o que implica normalmente em um apoio maior em suas viagens ao exterior.

Em circunstâncias normais, uma delegação esperaria a comitiva do congressista no aeroporto e estabeleceria os contatos com os membros do Governo do país que visita, o acompanharia a conhecer a cidade ou inclusive a fazer compras.

A ordem diz aos diplomatas que tratem os candidatos "como membros do Congresso em visita privada ou semi-privada", mas "com restrições adicionais em relação à atividade política que realizem" durante a viagem. EFE elv/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG