Bagdá - O Exército dos Estados Unidos reconheceu que seus soldados mataram oito pessoas, entre elas duas crianças, na província de Salah ad-Din (norte do Iraque), mas acusou as vítimas de serem insurgentes que utilizavam os menores para encobrir suas operações terroristas.

Oito civis foram mortos ontem num ataque lançado por um helicóptero americano contra um veículo que circulava no povoado de Al Mazraa, disseram à Agência EFE fontes policiais iraquianas.

Segundo um comunicado divulgado ontem à noite pelo comando militar dos EUA, "os passageiros do carro resistiram no momento de deixar o veículo com as mãos para cima e mostraram uma atitude agressiva em direção às forças da coalizão, que se viram forçadas a enfrentá-los e os mataram".

A nota expressa que as forças da coalizão lamentam qualquer vítima civil e culpa os insurgentes por "expor a vida de civis utilizando crianças como escudo para suas operações terroristas".

Fontes policiais iraquianas informaram ontem à Efe a morte dos oito civis em Al Mazraa, nas proximidades de Beiji, a 180 quilômetros de Bagdá.

O coronel Mudhir al-Qaysi, chefe da Polícia de Beiji, assegurou que o helicóptero dos EUA foi o responsável por matar estas pessoas, sete delas da mesma família.

Qaysi acrescentou que as vítimas estavam deixando o povoado quando o helicóptero as atacou, após ter recebido ordens de uma patrulha em terra que suspeitava dos ocupantes do carro.

O coronel explicou que as vítimas pertenciam à tribo Shamar, uma das maiores do Iraque, cujos membros vivem no deserto e desconhecem como tratar as forças de ocupação.

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