EUA admitem que não há consenso sobre entrada de Ucrânia e Geórgia na Otan

Bucareste, 2 abr (EFE) - Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não chegaram a um acordo para abrir a porta a uma futura entrada da Ucrânia e da Geórgia à entidade, informou hoje um alto funcionário dos Estados Unidos ao fim do jantar com o qual os aliados abriram sua cúpula de Bucareste. Em entrevista, a fonte, que não quis ser identificada, admitiu que como proceder a respeito deste assunto não ficou resolvido. No entanto, ressaltou que não se tomou formalmente uma decisão e as negociações continuarão amanhã para deixar claro que a porta da Otan continua aberta a esses países. Haverá um sentimento de que é necessário deixar aberta a porta a sua inclusão, é terrivelmente importante deixar-lhes claro que seu futuro está com a democracia e com Ocidente, acrescentou. O assunto é um revés para a Administração Bush, que tinha marcado como um de seus principais objetivos para a cúpula que os aliados oferecessem um Plano de Ação (MAP), a etapa preliminar para uma futura entrada de Ucrânia e Geórgia na Aliança. Dois países, Croácia e Albânia, receberão uma oferta de adesão plena. Um terceiro que desejava o mesmo, Macedônia, ficará de fora devido à disputa sobre seu nome com a Grécia.

EFE |

Antes, o porta-voz oficial da Otan, James Appathurai, tinha indicado que "não haverá um MAP para a Ucrânia e Geórgia aqui em Bucareste".

O presidente americano teve mais sucesso em seu outro grande objetivo para a cúpula, obter um compromisso dos aliados para o envio de tropas adicionais ao Afeganistão que se somem aos 47 mil com os quais conta a força de estabilização da Otan posicionada no país.

"Ficou bastante claro que vai haver novas contribuições e que não vão ser insignificantes", disse o alto funcionário.

A França prometeu um batalhão e outros países preparam compromissos menores.

O alto funcionário americano ressaltou o consenso dos Estados-membros de que "não podemos permitir o fracasso no Afeganistão".

Segundo este representante, as sessões de amanhã, que incluirão uma reunião dedicada ao Afeganistão, serão "muito produtivas e centradas". EFE mv/db

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