EUA admitem morte de civis em bombardeios no Afeganistão

Os Estados Unidos admitiram neste sábado, em um muito aguardado relatório de investigação preliminar, que vários civis foram mortos durante os bombardeios e os combates travados contra os talibãs no início desta semana no Afeganistão, mas não deram números nem reconheceram uma parte de responsabilidade.

AFP |

"A equipe de investigadores confirma que vários civis foram mortos durante os combates", diz um comunicado publicado pelo Exército dos Estados Unidos e as autoridades afegãs.

O relatório preliminar não adianta o número de mortos, nem esclarece se as vítimas morreram durante confrontos ou bombardeios.

"A comissão de investigação foi a três lugares onde haviam sido enterrados os corpos de sete pessoas e se aproximou de duas valas comuns contendo um número indeterminado de cadáveres", segundo o texto, que destaca que as forças americanas e afegãs ainda não encerraram a investigação.

A comissão afirmou ter obtido provas segundo as quais "os talibãs mataram civis", frisou o Exército americano em comunicado.

Violentos combates opuseram talibãs e forças afegãs e internacionais no distrito de Bala Buluk, na província de Farah (oeste). As autoridades afegãs mencionaram rapidamente a existência de mais de 100 mortos, entre os quais uma maioria de civis. O número foi considerado "exagerado" por alguns responsáveis americanos.

De acordo com o comunicado do exército, "no início dos combates, os talibãs executaram três civis para provocar uma reação da polícia e armar uma emboscada".

Sexta-feira, o presidente afegão, Hamid Karzai, afirmou à rede CNN que 125 a 130 civis, entre os quais muitas mulheres e crianças, morreram nos bombardeios americanos. Se este balanço for confirmado, será o erro mais mortífero cometido pelo Exército dos Estados Unidos desde a derrubada do regime talibã, no fim de 2001.

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