EUA admitem morte de 5 civis em bombardeio que ONU diz ter matado 90 pessoas

Cabul, 2 set (EFE).- O comando militar dos Estados Unidos no Afeganistão admitiu hoje que suas tropas mataram pelo menos cinco civis afegãos em um ataque de suas tropas na província de Herat (leste), no qual, segundo o Governo de Cabul e a ONU, 90 pessoas perderam a vida.

EFE |

Os militares americanos informaram hoje em comunicado os resultados de sua investigação dos acontecimentos de 22 de agosto na aldeia de Aziz Abad, no distrito de Shindand, em Herat, mas reconheceu que não pôde colher provas no local.

O comando militar dos EUA destacou que sua investigação sobre os fatos mostra que "entre 30 e 35 milicianos talibãs" morreram durante os enfrentamentos.

"Além disso, entre cinco e sete civis morreram, e dois ficaram feridos" e receberam ajuda médica da coalizão, disse hoje o comando militar americano, que acrescentou que a operação frustrou um ataque que os talibãs planejavam contra uma de suas bases nas proximidades.

Para suas investigações a equipe colheu o testemunho de 30 soldados afegãos e americanos que participaram da operação, além de revisar documentos gráficos, relatórios de inteligência e prontuários médicos.

A ONU afirmou no dia 26 de agosto que uma de suas equipes encontrou "provas evidentes" de que 90 civis, entre eles 60 crianças, morreram em um ataque aéreo das forças dos EUA em Aziz Abade.

A conclusão da ONU coincidiu com a de uma delegação do Governo do Afeganistão enviada à região, segundo a qual o bombardeio destruiu oito casas nas quais estava acontecendo um velório.

O Governo afegão disse que as tropas dos EUA bombardearam a região de madrugada durante seis horas e que apenas uma patrulha do Exército, que tinha sido atacada, sabia da ofensiva militar.

Após o ataque, o Governo do presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, decidiu revisar os termos da presença de tropas internacionais no país e "regulamentar" sua responsabilidade por meio de um acordo. EFE nh/wr/fal

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