EUA adiam decisão sobre tropas no Iraque e no Afeganistão

Washington, 9 fev (EFE).- As decisões sobre a retirada do Iraque e o envio de mais soldados ao Afeganistão foram adiadas à espera de que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, receba mais informações do Pentágono sobre os riscos operacionais, informou hoje a emissora CNN.

EFE |

A rede de televisão cita funcionários do Departamento de Defesa que, sob o anonimato, explicaram que a maior preocupação entre a cúpula militar não é o adiamento das decisões, mas a deterioração da segurança no Afeganistão.

Os funcionários confirmaram que o Pentágono e o Comando Central americano estão trabalhando em três propostas para a retirada do Iraque em prazos que oscilam entre 16, 19 e 23 meses.

A primeira das opções obedece à promessa eleitoral de Obama. No entanto, segundo um dos funcionários, "o presidente não está sujeito a um prazo. Deu um passo para trás e está refletindo sobre o que está em jogo".

O Pentágono ainda não apresentou uma recomendação final à Casa Branca, mas, segundo explicou recentemente o secretário de Defesa, Robert Gates, o líder quer outras opções e ter uma análise completa dos riscos que cada uma acarreta.

De acordo com estas fontes, a melhora da segurança no Iraque permitiria uma redução de tropas até o final do ano de 14 para 12 brigadas (cada uma tem entre três mil e cinco mil homens), mas ainda não está claro quando será decidida a volta das tropas de combate.

O Governo do presidente George W. Bush assinou no ano passado um acordo com o Iraque para a permanência das tropas de combate até 2011, enquanto as forças convencionais deixarão as principais cidades e aldeias iraquianas em meados deste ano.

Quanto ao Afeganistão, também parece existir um adiamento na tomada de uma decisão sobre o envio de mais tropas como pediu o general americano David McKiernan.

McKiernan, chefe das tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão, solicitou pelo menos 20 mil soldados a mais para o país, onde os EUA têm atualmente destinados 34 mil militares. EFE elv/db

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