EUA acusam Venezuela e Bolívia de omissão com tráfico de drogas

WASHINGTON - Os EUA acusaram a Venezuela e a Bolívia de não fazerem o suficiente para combater o tráfico de drogas, mas disseram que continuarão a ajudar os dois países, críticos da política externa norte-americana.

Reuters |

Em um relatório anual, os EUA disseram que a Bolívia, terceira maior produtora de cocaína do mundo, a Venezuela e Mianmar "fracassaram de forma evidente" em cumprir suas obrigações no combate ao tráfico.

Os três países foram citados no ano passado na lista, que permite ao presidente cortar a ajuda norte-americana que não seja destinada à luta contra as drogas e a causas humanitárias.

Mas o relatório, divulgado no fim de terça-feira pelo Departamento de Estado, disse que a Casa Branca mais uma vez declarou ser uma questão de interesse nacional manter certos programas de ajuda bilateral nas duas nações sul-americanas.

"Na Venezuela, os recursos vão continuar a apoiar programas da sociedade civil e de desenvolvimento de pequenas comunidades. Na Bolívia, manteremos o apoio ao desenvolvimento agrícola, programas de intercâmbio, pequenos empreendimentos e treinamento policial", disse o comunicado.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, e seu colega boliviano, Evo Morales, são críticos frequentes da política externa dos EUA na região, especialmente do plano com a aliada Colômbia para ampliar o acesso das tropas norte-americanas a bases militares colombianas para operações conjuntas contra traficantes e guerrilheiros.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse na terça-feira que Washington estava preocupado com as crescentes compras de armas da Venezuela, dizendo que isso pode desencadear uma corrida armamentista na região.

Além dos três países identificados como os mais problemáticos, a lista nomeia 17 outros como grandes produtores ou corredores de drogas, entre eles o Brasil.

Mas o relatório ressalta que estar na lista não necessariamente reflete as iniciativas de um país ou sua cooperação com os EUA na questão do combate ao tráfico, dizendo que em alguns casos um país pode sofrer com fatores geográficos, comerciais ou econômicos que permitem a produção ou o tráfico de drogas, "apesar de seus melhores esforços".

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