EUA acusam talibãs de usar civis como escudos humanos

Nova Délhi, 6 nov (EFE).- O Exército americano acusou hoje os talibãs de ter impedido que civis escapassem durante as operações que causaram, segundo o Governo afegão, a morte de 40 não combatentes na província de Kandahar.

EFE |

"Os civis tentaram abandonar a área, mas os insurgentes lhes forçaram a permanecer no local enquanto continuavam disparando contra as tropas afegãs e da Coalizão", assegurou o comando dos EUA em comunicado emitido hoje.

O confronto ocorreu entre a segunda-feira e a quarta-feira no distrito de Shah Wali Kot, quando supostos insurgentes armaram uma emboscada para as tropas da Coalizão, que reivindicaram a morte de pelo menos nove talibãs.

No comunicado, no entanto, o comando se limitou a constatar a existência de "vários civis feridos enquanto abandonavam a região", e assegurou que não estava claro se foram vítimas do "fogo insurgente".

No entanto, poucas horas depois o comando comunicou em outra nota sua decisão de empreender uma investigação conjunta com o Governo afegão no distrito para investigar o ocorrido.

Nesta quarta-feira, a Presidência afegã confirmou a morte de 40 pessoas num bombardeio americano de segunda-feira passada no distrito.

As vítimas participavam de um casamento quando a região foi bombardeada, disse à Agência Efe o chefe do distrito de Shah Wali Kot, Obaidullah++Popal.

O casamento acontecia em um local próximo ao ponto onde se desencadeou o enfrentamento entre as tropas da Coalizão liderada pelos Estados Unidos e os talibãs, que também confirmaram o confronto.

Aviões da Coalizão bombardearam a região onde estavam os insurgentes e também o local do casamento, segundo Popal.

As mortes de civis são uma das grandes preocupações do presidente afegão, Hamid Karzai, que voltou a insistir neste assunto na quarta-feira, em sua mensagem de felicitação ao vencedor das eleições nos EUA, Barack Obama. EFE nh/mh

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