EUA acusam Irã de tentar difundir seu poder no O.Médio

Cairo, 14 fev (EFE).- O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, almirante Michael Mullen, acusou hoje o Irã de tentar estender seu poder a outras áreas do Oriente Médio, como Líbano, Gaza, Iêmen e Iraque.

EFE |

Mullen fez estas declarações à imprensa após se reunir no Cairo com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, em uma visita ao Egito, durante uma viagem pelo Oriente Médio que inclui também Israel, Arábia Saudita, Jordânia e Emirados Árabes Unidos.

O almirante americano advertiu contra o "perigo" que representa a possível expansão iraniana na região, "um motivo para a instabilidade" regional, informa a agência de notícias oficial egípcia, "Mena".

Mullen expressou a preocupação de seu país "não só com o programa nuclear iraniano, mas também com as declarações do presidente Mahmoud Ahmadinejad contra Israel".

Sobre uma possível operação militar dos EUA contra o Irã, Mullen assegurou que não há nenhum plano específico para lançar um ataque.

O almirante reiterou que Washington ainda utiliza as vias diplomáticas e as sanções em seu tratamento com o Irã. Além disso, disse que seu país tenta conseguir uma nova resolução no Conselho de Segurança da ONU para ampliar as sanções impostas à nação persa.

O responsável americano explicou que o objetivo de sua viagem atual, planejada antes de o Irã anunciar nesta semana o início do enriquecimento de urânio, é contribuir para a estabilidade no Oriente Médio tendo em vista os desafios enfrentados pela região, dos quais o "maior é o Irã".

Sobre sua avaliação da situação no Iraque, Mullen considerou que a realização de eleições gerais no próximo 7 de março é um sinal da melhora da segurança neste país.

Nesse sentido, insistiu que é muito importante para os EUA que as eleições ocorram em um ambiente de transparência e paz, porque seu país trabalha para reduzir o número de seus soldados no Iraque.

Entre os assuntos discutidos entre Mullen e Mubarak figura o processo de paz no Oriente Médio e as medidas necessárias para impulsioná-lo. No entanto, o almirante americano não deu detalhes sobre algum avanço disso.

Quanto à situação de segurança no Afeganistão e no Paquistão, Mullen destacou que os EUA têm planos estratégicos para estes países. EFE hh/sa

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