EUA acusam inteligência do Paquistão de ligações com Talebã e Al-Qaeda

Autoridades militares dos Estados Unidos afirmam haver evidências de que elementos dentro dos serviços de inteligência militar do Paquistão continuem a dar apoio a militantes do Talebã e da Al-Qaeda. As afirmações de altos comandantes militares americanos foram feitas após o presidente Barack Obama ter anunciado sua nova estratégia para o Afeganistão, na sexta-feira.

BBC Brasil |

Segundo esses comandantes, a inteligência militar paquistanesa precisa interromper seu apoio aos insurgentes.

Em uma entrevista à TV americana, o chefe do Estado Maior das Forças Armadas americanas, almirante Mike Mullen, disse que a ISI, a agência de inteligência militar paquistanesa, mantém laços com militantes de ambos os lados da fronteira com o Afeganistão e da fronteira com a Índia.

Em outra entrevista, o chefe do Comando Central dos Estados Unidos, general David Petraeus, disse que alguns grupos militantes foram estabelecidos pela ISI e que as suas ligações com a agência continuam.

Outras autoridades americanas, que falaram ao jornal The New York Timesem condição de anonimato, deram mais detalhes sobre a acusação.

Segundo eles, o fortalecimento do Talebã no sul do Afeganistão estaria sendo possibilitado pelo envio de suprimentos militares do Paquistão.

O jornal disse que a vigilância eletrônica e informantes haviam mostrado que o nível de cooperação entre a agência e esses grupos era mais forte do que se pensava anteriormente.

Líderes paquistaneses negam publicamente qualquer envolvimento com os grupos militantes.

As autoridades americanas admitem que os contatos podem não incluir os mais altos níveis das Forças Armadas e do governo paquistanês.

Mas os Estados Unidos parecem estar perdendo a paciência com o Paquistão.

O general Petraeus disse que havia casos recentes nos quais agentes da ISI pareciam ter avisado militantes cujos esconderijos haviam sido descobertos.

Ele disse que a confiança no Paquistão será claramente prejudicada se as operações militares continuarem a ser prejudicadas por vazamentos de informações de inteligência.

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