EUA acreditam que sanções terão "grande impacto" no Irã

Segundo a embaixadora dos EUA perante a ONU, Susan Rice, a resolução é firme e ampla em todas suas categorias, e terá um impacto autêntico e importante

EFE |

A embaixadora dos EUA perante a ONU, Susan Rice, afirmou que as novas sanções que o Conselho de Segurança da ONU pode impor na quarta-feira ao Irã terão um "grande impacto" na República Islâmica.

A diplomata disse que está satisfeita com a "dureza" das medidas incluídas no projeto de resolução proposto por seu país, apoiado pelos outros membros permanentes do principal órgão das Nações Unidas (China, Rússia, França e Reino Unido).

"É uma resolução firme e ampla em todas suas categorias, e terá um impacto autêntico e importante", disse Rice ao fim de uma reunião do Conselho de Segurança.

Além disso, ela assegurou que o objetivo das sanções é "persuadir ao Irã que detenha seu programa nuclear e negocie de forma séria e construtiva com a comunidade internacional".

A embaixadora americana indicou que as potências do Conselho seguem comprometidas com a chamada "política das duas vias", que impulsiona de maneira paralela o diálogo e as medidas de pressão.

Entre outras coisas, destacou que são vetados investimentos exteriores iranianos em atividades e instalações relacionadas com a produção de urânio, serão estabelecidas restrições na venda de armas convencionais ao Irã.

Além disso, o país será proibido de fabricar mísseis balísticos com capacidade de carregar ogivas nucleares. Também foram destacadas novas restrições às operações financeiras e comerciais com o Irã, além do reforço do regime de inspeções das cargas dos navios e aviões iranianos para evitar que burlem o embargo internacional.

Além disso, segundo disseram à agência Efe fontes diplomáticas, nos anexos do projeto de resolução estão os nomes de cerca de 40 empresas e entidades iranianas submissas às novas sanções, assim como o nome de pelo menos um responsável pelo programa nuclear de Teerã.

O caso iraniano ocupou totalmente a agenda desta terça-feira do Conselho de Segurança, que pela manhã realizou uma reunião apenas entre seus quinze membros, e à tarde outra aberta a todos os países da ONU.

Nas duas reuniões a portas fechadas, as delegações expuseram, a pedido do Brasil e Turquia, suas posições em respeito à disputa sobre o programa nuclear iraniano.

Os dois países, membros não-permanentes do Conselho de Segurança, consideram que deve ser dado mais tempo à diplomacia depois do acordo que foi assinado em maio com o Irã para troca de combustível nuclear.

O embaixador adjunto da Turquia perante a ONU, Fazli Corman, advertiu na saída da reunião que uma nova rodada de sanções poderia endurecer a posição iraniana e travar as negociações.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse em várias ocasiões que um novo castigo a seu país representaria o fim do diálogo sobre seu programa nuclear.

Washington e outros países acusam o Irã de tentar se transformar em uma potência atômica, enquanto o Governo iraniano assegura que seu programa nuclear é exclusivamente de natureza pacífica.

Na segunda-feira, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) voltou a pedir ao Governo iraniano que dê provas conclusivas de que não pretende adquirir armamento atômico.

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