EUA acreditam que Al-Qaeda está por trás dos atentados na Somália

Os cinco atentados contra prédios estratégicos e da ONU na Somália, que deixaram pelo menos 25 mortos, têm a marca da rede terrorista Al-Qaida, afirmou nesta quarta-feira a secretária de Estado adjunta para Assuntos Africanos, Jenday Frazer.

AFP |

"Ninguém reivindicou a responsabilidade desses ataques, mas eles levam a marca da Al-Qaeda", declarou Frazer em coletiva de imprensa após uma cúpula de chefes de Estados da África Ocidental sobre a situação na Somália.

Cinco atentados com carros-bomba contra edifícios públicos e instalações da ONU em duas regiões da Somália nesta quarta-feira deixaram 25 mortos, segundo um balanço parcial, e mergulharam no caos este país do chifre da África, cenário de uma crescente rebelião liderada por radicais islamitas.

Em Somaliland, uma república autoproclamada do norte da Somália, três atentados foram cometidos na cidade principal, Hargeisa. Os alvos foram o palácio presidencial, os escritórios do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a embaixada da Etiópia.

A polícia informou a morte de mais de 20 pessoas, além dos três suicidas.

Em Bosaso, capital econômica de Puntland, região semiautônoma do nordeste da Somália, seis agentes dos serviços de inteligência morreram em dois atentados, anunciou o presidente da região, Mohamud Musa Hirsi Adde.

Dois carros-bomba atingiram dois edifícios dos serviços de luta antiterrorista.

A ONU confirmou em um comunicado divulgado em Genebra o ataque contra o PNUD em Somaliland e que várias pessoas morreram e ficaram feridas, mas sem precisar um número.

bur-lp/fp/cn

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