EUA acreditam em persuasão chinesa sobre Pyongyang para reativar processo

Pequim, 6 set (EFE).- Os Estados Unidos disseram hoje confiar na influência da China sobre a Coréia do Norte para que esta aceite a verificação de seu potencial atômico e, assim, poder avançar em seu processo de desnuclearização, e reiterou que não pode confirmar se Pyongyang começou a reativar seu principal reator em Yongbyon.

EFE |

"A China está fazendo tudo o que está em suas mãos para solucionar o problema e fazer que a Coréia do Norte volte aos trilhos (aceitando a verificação)", disse hoje o máximo enviado americano para as conversas multilaterais, Christopher Hill, depois de se reunir com o negociador chinês, Wu Dawei.

Além de com Wu, Hill se encontrou nestes dois dias em Pequim com seus colegas sul-coreanos, Kim Sook, e japonês, Akitaka Saiki, que também se reuniram hoje com o negociador chinês para tentar resolver a estagnação das negociações iniciadas em 2003 pela China, as duas Coréias, Japão, EUA e Rússia.

Em novembro passado, a Coréia do Norte começou a desmantelar seu reator de Yongbyon, como tinha se comprometido dentro do diálogo a seis, mas interrompeu o ato em agosto, argumentando que os EUA não a tinha retirado da lista de países que patrocinam o terrorismo.

Além disso, acusou Washington de querer realizar uma verificação da declaração que apresentou sobre seu armamento nuclear, o que Hill, que também teve um breve encontro com o embaixador russo em Pequim, negou.

"Não estamos pedindo que a declaração seja verificada agora, mas as regras de como fazer, e isso é recopilar um protocolo de verificação. E tiraremos a Coréia do Norte da lista de Estados que patrocinam o terrorismo tão logo saibamos que podemos proceder com a verificação", ressaltou o negociador.

Sobre a suposta reativação de Yongbyon denunciada pela Coréia do Sul, reiterou que não podia confirmar, e que só sabe, com certeza, que "estão retirando algumns equipamentos fora da central".

Segundo ele, o importante agora é avançar no processo e que Pyongyang proporcione os meios para comprovar a exatidão da declaração que apresentou sobre seus programas nucleares.

"Acho que a China está sendo muito ativa e entende suas responsabilidades (como anfitrião das conversas sobre a desnuclearização norte-coreana)", ressaltou. EFE cg/an

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