EUA acompanham processo armamentista da Venezuela, diz chefe militar

Assunção, 18 dez (EFE).- Os Estados Unidos acompanham o fortalecimento armamentista da Venezuela, com especial atenção para compra de uma importante remessa de fuzis sem que haja uma ameaça bélica convencional na região, afirmou o chefe do Comando Sul, general Douglas Fraser.

EFE |

"O processo que mais me preocupa é o da Venezuela, que está comprando grandes quantidades de fuzis. Compraram 100 mil e estão construindo uma fábrica para produzir mais", indicou Fraser em declarações publicadas hoje pela imprensa de Assunção.

Conforme o funcionário, que ontem realizou uma breve visita ao Paraguai, afirmou que "se trata de um grande número de armas e que é preciso monitorar". O temor das autoridades de seu país é que esses materiais "cheguem aos traficantes".

"Não tenho nenhuma indicação que isso ocorra, mas devido à grande quantidade de armas, existe a preocupação", manifestou Fraser, quem assinalou que não vê "a possibilidade de um conflito convencional entre os Estados Unidos e nenhum país da região ou entre os países da região".

Destacou, no entanto, que, além da Venezuela, alguns países sul-americanos como o Brasil, Chile e Peru, estão em processo de modernização militar.

As expressões de Fraser se somam às do porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, que em setembro expressou sua inquietação pelo anúncio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de aumentar seu poderio bélico comprando mais armas à Rússia.

Fraser, que se reuniu com altos comandantes militares paraguaios e percorreu algumas unidades dos arredores de Assunção em uma visita não anunciada previamente, expressou que outra preocupação do Governo dos EUA "é quanto à instabilidade e a violência que o tráfico está trazendo a maior parte da região".

Acrescentou que a inquietação diz respeito "ao fato de uma possível ligação" entre as organizações criminosas e os grupos terroristas como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ou o grupo peruano Sendero Luminoso.

Por outro lado, o chefe militar indicou que o Comando Sul "não tem nenhuma hostilidade contra nenhuma força armada nem a nenhum país da região" e que os exercícios militares que realiza estão abertos a "todos os militares da região, exceto a Cuba".

"Os únicos que não nos aceitaram até agora são Venezuela e Bolívia, mas temos boas relações com o restante dos militares" do continente, apontou. EFE lb/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG