EUA acertam retirada de tropas do Iraque até 2011, diz premiê

BAGDÁ - Iraque e EUA acertaram um pacto de segurança que prevê a saída dos soldados norte-americanos até o final de 2011, disse na segunda-feira o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki. Mas o governo americano afirmou que ainda não se chegou a um acordo final.

Reuters |

"Chegamos de fato a um acordo, um acordo entre as duas partes a respeito de uma data clara, o final de 2011, para o término da presença estrangeira em solo iraquiano", disse Maliki em um discurso proferido diante de líderes tribais, dentro da Zona Verde (uma área de Bagdá com segurança reforçada).

"Sim, houve um grande avanço na questão das negociações sobre o pacto de segurança", disse Maliki.

O governo iraquiano havia sugerido, no processo bilateral, que os soldados americanos deixassem de patrulhar as cidades e vilarejos do Iraque até a metade do próximo ano e que as forças de combate dos EUA deixem o país até 2011.

O pacto em negociação deve determinar as regras a serem seguidas pelos militares estrangeiros presentes no Iraque depois de 2008.

Casa Branca nega acordo

Em Washington, Robert Wood, porta-voz do Departamento de Estado, afirmou haver um esboço de acordo mas que ele ainda "precisa atravessar vários estágios do sistema político iraquiano antes de termos um acordo do lado deles".

"Até termos um acordo, não temos um acordo", resumiu.

O porta-voz não quis se manifestar a respeito da data de retirada citada por Maliki.

O governo do atual presidente norte-americano, George W. Bush, vem tentando evitar a fixação de uma data para a retirada. Mas o governo iraquiano, liderado pelos xiitas, busca com uma determinação crescente garantias de que os cerca de 140 mil soldados norte-americanos estacionados no Iraque sairão dali.

A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, disse em uma visita feita a Bagdá na semana passada que os dois lados estavam perto de chegar a um acordo.

O pacto é necessário para substituir a resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovada depois da invasão liderada pelos EUA, em 2003, e que forneceu a base legal para a presença das forças estrangeiras no território iraquiano. Esse mandato deixa de vigorar no final deste ano.

Autoridades do Iraque dizem que um esboço de acordo foi finalizado na semana passada e que agora precisa ser aprovado por líderes políticos do país antes de ser submetido ao Parlamento, em setembro.

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