Os Estados Unidos renunciaram à imunidade que beneficia as empresas privadas de segurança, um dos pontos mais polêmicos sobre a presença do país no Iraque depois de 2008, afirmou o ministro iraquiano das Relaciones Exteriores, Hoshyar Zebari.

"Sim, o artigo sobre a imunidade para os soldados e funcionários das companhias privadas de segurança foi retirado. Os Estados Unidos concordaram", declarou Zebari.

O chanceler iraquiano fez a afirmação pouco depois de ter apresentado aos deputados iraquianos, a portas fechadas, os últimos avanços nas negociações sobre um polêmico acordo sobre segurança entre Iraque e Estados Unidos.

O presidente americano George W. Bush e o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, haviam concordado em novembro do ano passado que antes do fim de julho seria estabelecido um novo acordo de segurança, para estabelecer a modalidade sobre a presença a longo prazo em território iraquiano de tropas da coalizão internacional, que em sua maioria são americanas.

O acordo deve estabelecer o marco legal após a expiração, em 31 de dezembro da resolução da ONU, que estipula a presença de tropas da coalizão no Iraque.

Segundo informações da imprensa, as negociações esbarravam em quatro pontos: a imunidade concedida aos soldados e aos funcionários das companhias privadas de segurança, o controle do espaço aéreo, das bases militares americanas permanentes e o calendário de retirada das tropas.

jds-kat/fp

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.