Etapas que a missão médica francesa terá que cumprir para atender reféns na Colômbia

O avião francês com uma equipe médica chegou nesta quinta-feira a Bogotá em uma missão para atender Ingrid Betancourt e outros reféns das Farc, mas para isso terá que superar múltiplos obstáculos.

AFP |

Seguem os principais passos exigidos, que poderão demorar dias e até semanas, elaborado segundo diferentes fontes que tiveram contato com as Farc e funcionários de organismos humanitários:

-- Autorização das Farc

O contato com a cúpula guerrilheira foi paralisado após o ataque de 1o de março no Equador, que matou o número dois das Farc, Raúl Reyes, segundo o dirigente comunista Carlos Lozano.

Uma fonte da presidência francesa admitiu nesta quinta-feira que ainda não obteve uma resposta das Farc sobre a permissão para a missão.

Barbara Hintermann, chefe da delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, coordenadora das missões que em janeiro e fevereiro receberam os seis reféns libertados pela guerrilha, assinalou que "a autorização deve vir diretamente das Farc".

-- Deslocamento para o local

O avião Falcon 50 francês com a equipe médica que chegou nesta quinta-feira à Bogotá deve ir até o aeroporto mais próximo das florestas de Guaviare (sudeste) onde se acredita que os reféns estão.

Provavelmente a aeronave irá para o aeroporto de San José del Guaviare (400 km de Bogotá), mas também estão disponíveis a base militar de 'Tres Esquinas' ou o aeroporto de San Vicente del Caguán, no departamento vizinho de Caquetá.

O general Freddy Padilla, comandante das Forças Militares, disse nesta quinta-feira que chegar ao local exato irá exigir outro tipo de transporte adicional e que para isso o governo colombiano já ofereceu helicópteros.

O departamento de Guaviare dispõe de pelo menos 200 km de estradas e o transporte é feito por rios e pelas trilhas abertas pelos guerrilheiros na floresta.

-- Suspensão de operações militares

O governo colombiano afirmou que irá suspender as operações assim que as coordenadas forem mais precisas. Em Guaniare, atuam cerca de 7.000 soldados das Forças Armadas.

-- Atenção Médica

Segundo informações de ex-reféns e familiares, Betancourt está com hepatite B, leishmaniose e um avançado estado de desnutrição. A atenção efetiva dessas doenças demoraria vários dias e poderá exigir tratamento hospitalar.

hov/fb/LR

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