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Etanol brasileiro desembarca na África discretamente , diz El País

Uma reportagem desta quarta-feira do jornal espanhol El País afirma que discretamente o etanol brasileiro está desembarcando no continente africano e que o objetivo do governo brasileiro é aumentar sua influência na região e promover o combustível em escala planetária.

BBC Brasil |

"Discretamente e sem fazer ruído, há dois anos que o Brasil desembarcou na África com o objetivo de dar um novo impulso a sua estratégia de implantar mundialmente a energia verde, mas também para fazer negócios e consolidar sua influência em toda a região", afirma o texto assinado pelo jornalista Francho Barón.

"Tudo isso em um momento em que a China também tem seus olhos voltados para as matérias-primas e a mão-de-obra do continente negro."

Segundo ele, o Brasil está de olho na África porque o continente reúne todos os elementos necessários para o cultivo da cana-de-açúcar: os "vastos hectares de terrenos baldios", o "generoso sol" e a mão-de-obra.

'Lula tem 15 países'

O jornal afirma que o interesse do Brasil no etanol começou nos anos 70 durante a crise do petróleo, e que agora "Brasília acredita que chegou o momento de lançar este negócio a uma escala planetária".

"É preciso considerar também o conhecido interesse do (presidente brasileiro) Lula de criar uma área de influência estratégica brasileira no continente africano, algo que se reflete claramente nas sete visitas oficiais que já fez à região desde que virou presidente. Mais de uma por ano."

Em outro texto, o El País afirma que "Lula já tem 15 países ao seu lado", citando o interesse na produção de etanol de Benin, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.

O jornal cita o exemplo de Gana como modelo da forma brasileira de promoção do etanol, que terá a Europa como público alvo.

O Brasil instalou em Gana um escritório da Embrapa para supervisionar projetos de etanol do país que serão financiados com crédito do BNDES. Uma firma sueca, a Svenks Etanolkemi AB, já teria se comprometido em comprar o etanol de Gana por dez anos.

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