ETA sofre duro golpe com prisão de líderes na França

MADRI/PARIS (Reuters) - Francisco Javier López Pena, conhecido como Thierry e considerado o principal dirigente do grupo separatista basco ETA, foi detido na França junto com outros três supostos líderes do movimento em uma operação franco-espanhola responsável por desferir um duro golpe contra a guerrilha. A operação, descrita como eficaz e brilhante pelo ministro espanhol do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, concluiu-se na quarta-feira com a prisão de mais duas pessoas.

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López Pena, foragido das autoridades havia 20 anos, foi detido na terça-feira à noite com Jon Salaberria, Igor Suberbiola e Ainhoa Ozaeta, em uma batida em Burdeos.

Na quarta-feira, foram presos José Antonio Barandiarán, ex-prefeito de Andoain pelo partido Euskal Herritarrok, e uma pessoa de nacionalidade francesa vinculada ao aluguel do apartamento em que se encontravam os quatro supostos dirigentes do ETA.

'Essa não é apenas mais uma operação porque um dos detidos, Francisco Javier López Pena, seria com quase toda certeza, neste momento, a pessoa de maior peso político e militar dentro do grupo terrorista ETA', afirmou o ministro espanhol a jornais desde o Senegal, por onde passa em meio a um giro pela África.

À Reuters, Rubalcaba acrescentou: 'Não me cansarei de repetir que o ETA pode continuar provocando grandes estragos. O ETA está muito acossado, e os criminosos, quando acossados, às vezes reagem com mais violência.'

A ministra francesa do Interior, Michèle Alliot-Marie, manifestou sua 'grande satisfação' com o êxito de uma investigação conjunta que se serviu de um acordo firmado recentemente.

López Pena, nascido em 1958, havia participado das negociações de paz com o governo espanhol durante a trégua de 2006 e havia optado pela ruptura do cessar-fogo, contrariando a opinião de outros dirigentes do grupo, segundo afirmaram meios de comunicação da Espanha.

Rubalcaba disse à Reuters que as autoridades continuam investigando a possibilidade de o acusado ter ordenado o atentado ocorrido no dia 30 de dezembro de 2006 no aeroporto de Barajas, atentado esse responsável por romper a trégua e por matar duas pessoas.

(Por Teresa Larraz)

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