ETA planejou envenenar juízes espanhóis, diz jornal El País

MADRI (Reuters) - O grupo separatista basco ETA planejou matar o juiz espanhol Baltasar Garzón com um veneno introduzido em uma garrafa de conhaque que um falso admirador enviaria ao magistrado, informou nesta terça-feira o jornal El País, citando fontes da luta antiterrorismo. O plano foi arquitetado pelo último chefe do ETA detido, Jurdan Martitegi, e foi apreendido entre os papéis do dirigente do grupo quando foi preso em abril deste ano na França, informou o jornal.

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O grupo armado também pensou em utilizar este método de atentado -- inédito na história do ETA -- para matar outros juízes da Audiência Nacional, como Fernando Grande-Marlaska ou Santiago Pedraz, ou mesmo os três de uma vez, acrescentou o jornal El País.

"Para driblar as suspeitas da polícia e de vigilantes da Audiência Nacional, a garrafa envenenada iria ser acompanhada de um cartão assinado por um suposto estudante de direito ... de uma universidade do País Basco", segundo o jornal.

Garzón, que tem tratado de muitos processos contra o ETA, é considerado um objetivo do grupo armado há décadas.

Martitegi se tornou em abril o 4o maior responsável do ETA a ser detido em menos de um ano.

O Ministério do Interior espanhol considera que o grupo está mais fraco do que nunca, mas também alertou que essa condição também se torna mais perigosa.

(Reportagem de Blanca Rodríguez)

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