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ETA planejava sequestrar e matar vereador socialista basco

MADRI (Reuters) - Os integrantes do comando Vizcaya, célula do ETA desarticulada nesta semana, tinham a intenção de sequestrar e assassinar o vereador socialista basco Benjamín Atutxa, informou na sexta-feira a mídia espanhola, citando fontes da investigação. O chefe do chamado complexo Vizcaya, Arkaitz Goikoetxea, confessou que, entre setembro e dezembro de 2007, o grupo seguiu o vereador de Eibar a fim de repetir o caso de Miguel Ángel Blanco, vereador do Partido Popular (PP) sequestrado e assassinado pelo ETA em 1997.

Reuters |

Não foi possível confirmar a informação com o Ministério do Interior.

'Todos sabemos que podemos ser alvos do ETA. Temos de destacar hoje que este comando não vai cumprir seus objetivos porque foi detido', disse o secretário de organização do Partido Socialista de Euskadi, Rodolfo Ares.

'É preciso ressaltar que, segundo parece, desistiram do sequestro porque, entre outras coisas, ele tinha escolta', acrescentou.

A notícia das supostas intenções do ETA vem depois do anúncio, feito na quinta-feira, de que o grupo armado também queria atacar o juiz Fernando Grande-Marlaska, que julgou algumas ações contra o ETA em anos recentes.

Além disso, a Guarda Civil localizou ontem dois esconderijos do grupo, nos quais havia detonadores, cordões detonantes e medicamentos.

Um dos esconderijos, em Pazuengos, tinha 120 quilos de explosivos, quatro jogos de identidades falsas e muita munição, além de cordão detonante e medicamentos tranquilizantes que serviriam para sedar o vereador, caso fosse sequestrado.

O 'Complexo Vizcaya', considerado o mais ativo do ETA desde o fim do cessar-fogo, é responsável, entre outros atentados, pela bomba no quartel de Legutiano, em Álava, onde morreu o agente Juam Manuel Piñuel.

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