ETA explode quatro bombas na Espanha sem causar feridos

(atualiza com a explosão de dois artefatos mais) Santander (Espanha), 20 jul (EFE).- Quatro artefatos explosivos explodiram na região da Cantábria, no norte da Espanha, sem deixar nenhuma pessoa ferida, depois de uma pessoa avisar, em nome da ETA, sobre as bombas.

EFE |

O último dos explosivos foi detonado às 14h50 hora local (9h50 em Brasília) nos arredores de um campo de golfe da localidade turística de Noja, no litoral do Cântabro.

Poucos antes, às 14h07 hora local (9h07 em Brasília), outra bomba explodiu no Passeio Marítimo da cidade vizinha de Laredo.

A bomba estava colocada junto a um posto da Cruz Vermelha, que ficou destroçada.

As explosões aconteceram depois de uma pessoa, que disse falar em nome da ETA, avisar que o grupo explodiria, a partir das 12h (7h em Brasília), quatro artefatos na região da Cantábria, segundo fontes da Delegação do Governo.

As explosões começaram em Laredo, quando a primeira bomba explodiu pouco depois do meio-dia.

A detonação do primeiro explosivo pôde ser ouvida de longe e provocou uma coluna de fumaça marrom de 25 metros.

Em seguida, a segunda bomba, de pouca potência, explodiu em Noja às 12h50 hora local (7h50 em Brasília), na região conhecida como dunas da praia de Ris, próximo a um estacionamento.

Tanto Laredo como Noja são duas cidades turísticas no litoral da Cantábria, onde hoje não fazia muito sol, e por isso não havia muita gente na praia.

Após as explosões, agentes e cães adestrados rastrearam e isolaram as zonas onde os explosivos foram colocados.

A ETA, que assassinou mais de 800 pessoas em sua luta pela independência do País Basco, retomou assim sua habitual "campanha de verão", que há quase 30 anos consiste em plantar bombas em regiões turísticas.

As forças políticas democráticas condenaram hoje unanimemente as novas ações do grupo terrorista.

Por sua parte, o ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, advertiu aos terroristas que cada vez há menos tempo "entre o dia em que um malfeitor da ETA planta uma bomba" e sua entrada na prisão. EFE nac/wr/db

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