ETA explode carro-bomba em emissora regional basca; ataque não deixa feridos

Bilbao (Espanha), 31 dez (EFE).- Uma caminhonete-bomba da organização terrorista ETA explodiu hoje na sede central da emissora basca EITB, na cidade de Bilbao (norte), causando danos consideráveis às suas instalações, afirmaram o Departamento do Interior basco e fontes ligadas à luta contra o terrorismo.

EFE |

O ataque com a caminhonete-bomba, que explodiu às 8h05 (de Brasília), chegou a ser anunciado uma hora antes pela ETA, que, por telefone, entrou em contato com os bombeiros de Bilbao, possibilitando a evacuação da emissora e dos prédios vizinhos.

A explosão, descrita como "muito forte" pelos funcionários da "EITB" que estavam nas proximidades, causou "grandes danos materiais" ao edifício da rádiotelevisão basca, destacou o Departamento do Interior basco, segundo o qual o local do ataque continua isolado por agentes da Polícia regional.

Segundo fontes do mesmo departamento, no atentado foram usados cerca de cem quilos de um explosivo ainda não identificado.

Pouco antes do atentado, as autoridades encontraram na localidade vizinha de Arrigorriaga um homem preso a uma árvore, possivelmente o proprietário da caminhonete com a qual foi perpetrado o ataque.

Além disso, pessoas procuraram a Polícia para denunciar o roubo de seus veículos por homens armados, disseram fontes da luta antiterrorista, que acreditam que os autores do atentado roubaram estes carros para fugir da cena do crime.

O edifício atacado, além de servir de sede para "EITB", abriga outros meios de comunicação, como a rede de televisão privada "Antena 3", o jornal "El Mundo" e a rádio "Onda Cero".

A organização terrorista ETA, que surgiu há 40 anos, luta pela independência do País Basco, uma das 17 comunidades autônomas da Espanha. Em suas quatro décadas de atividade, o grupo já matou 850 pessoas.

Em seu último atentado com vítimas fatais, perpetrado em 3 de dezembro, a ETA matou no País Basco o empresário Ignacio Uría Mendizabal, de 71 anos, a quarta pessoa assassinada pela organização em 2008. EFE tt/sc

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