ETA completa 40 anos de luta por independência do país basco

Madri, 1 ago (EFE) - Quarenta anos depois do primeiro atentado, cujo aniversário será completado neste sábado, a organização separatista basca ETA mantém sua atividade armada - embora enfraquecida -, que já deixou 856 mortos. O primeiro assassinato cujo planejamento e execução foram atribuídos ao grupo foi a morte do policial Melitón Manzanas, na região basca de Irún, perto da fronteira com a França, em 2 de agosto de 1968, na última fase do franquismo. Desde então, 856 pessoas morreram devido às atividades da organização, que busca a independência do País Basco, na Espanha, através da luta armada. Grande parte dos assassinados pertencia aos corpos e forças de segurança do Estado (policiais, militares, guardas civis), mas houve também políticos, juízes, jornalistas, empresários e cidadãos mortos em atentados com carros-bomba. A primeira vítima do grupo era um inspetor de Polícia franquista. Três membros o esperaram na porta de sua casa em Irún e o mataram a tiros. A última foi o agente da Guarda Civil Juan Manuel Piñuel, de 41 anos, morto em 14 de maio quando uma caminhonete-bomba explodiu em um quartel de Legutiano, na província basca de Álava, onde ele prestava serviço. Nestes 40 anos de história, vários membros da organização foram detidos e presos, chegando a cerca de 500 na Espanha e 150 na França. A ETA retomou sua atividade - após anunciar, em 5 de junho de 2007, a ruptura da última trégua que havia declarado em março de 2006 - com um at...

EFE |

A morna tentativa de diálogo não prosperou e a ETA retomou a atividade armada em novembro de 1999.

Anos atrás houve outras tentativas, a primeira em 1982, quando uma das parceiras da organização, a ETA político-militar, abandonou o conflito armado após negociação com o Governo dirigido por um partido - União de Centro-Democrático - que já não existe.

O 40º aniversário do início das atividades do grupo acontece em um momento no qual a ETA, segundo o ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, está enfraquecida e sofreu um grande revés com a desarticulação do Comando Vizcaya, a facção mais ativa, que foi responsável pela maior parte das últimas ações.

Segundo as declarações dos membros do grupo detidos e presos, a ETA planejava uma campanha de atentados contra hotéis, shoppings e áreas de lazer na região turística de Andaluzia, coordenada pelo chefe dos comandos da organização, Garikoitz Aspiazu (o "Txeroki").

Além disso, o grupo desarticulado tinha, entre seus alvos, um juiz da Audiência Nacional - tribunal que julga os crimes de terrorismo -, um senador do opositor Partido Popular, a Polícia autônoma basca e sedes dos dois principais partidos.

Apesar da detenção do "núcleo central" da organização, as forças de segurança consideram que a ETA pode ter mais infra-estrutura e apoios, já que pelo menos dois de seus membros estão foragidos: o "número dois" Jurdan Martitegi, e Asier Borrero.

Embora acreditem que o grupo, devido à forte pressão policial e à estreita colaboração com a França, esteja mais isolado e fraco do que nunca, advertem também de que a organização "pode causar muitos danos", afirmaram fontes de segurança. EFE mlg/fh/db

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