A organização separatista armada basca ETA declarou alvos às pessoas e empresas que participam do projeto de construção de um trem de alta velocidade no País Basco, no norte da Espanha, reivindicando a autoria de três atentados, em comunicado divulgado nesta terça-feira.

"Enquanto seguirem adiante com esta destruição e este macroprojeto por decreto e sem debate público, as pessoas citadas e suas propriedades serão alvos do ETA", alertou o grupo armado, em uma nota enviada ao jornal independentista Gara, tradicional canal de comunicação do ETA.

Além disso, o grupo reivindicou o assassinato a tiros de Ignacio Uría, um empresário de 70 anos cuja companhia estava envolvida no projeto do trem, no dia 4 de dezembro, afirmando que se tratou de uma "execução" - motivada também porque ele "se negou a pagar o imposto revolucionário".

"Queremos mandar um aviso claro aos engenheiros, técnicos superiores, diretores ou funcionários de empresas que participam das obras ou têm a ver com elas, para que suspendam os trabalhos e permitam o debate público pedido pelos agentes populares", indicou o ETA.

O grupo também assumiu o atentado com um veículo bomba contra a sede do canal local de televisão EiTB, que também atingiu a sede do canal pago Antena 3, da rádio Onda Cero e dos jornais econômicos Expansión e El Mundo, no dia 31 de dezembro, e não deixou vítimas.

Por último, o ETA reivindica a autoria de mais dois atentados contra meios de comunicação.

gr/ap

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