Estupro ameaça refugiadas de Darfur no Chade, diz AI

(embargada até 21h). Londres, 29 set (EFE).- As mulheres e meninas de Darfur (Sudão) que estão no Chade correm o risco de serem estupradas dentro e fora dos campos de refugiados, apesar da presença das tropas da ONU, destacou hoje Anistia Internacional (AI).

EFE |

Em nota divulgada em Londres, a organização de defesa dos direitos humanos disse ter documentado casos de estupro e outras práticas de violência contra mulheres.

De acordo com a entidade, os autores dos abusos são aldeões que vivem perto dos campos de refugiados e membros do Exército Nacional Chadiano.

"As violações que inúmeras mulheres e meninas experimentaram em Darfur continuam perseguindo-as no leste do Chade", destacou Tawanda Hondora, do programa da AI para a África.

Essas mulheres fugiram de Darfur esperando que a comunidade internacional e as autoridades chadianas oferecessem a elas algumas medidas de segurança e proteção, acrescenta a nota.

O relatório da AI ressalta que ainda que a menores refugiadas ainda sofrem com o assédio sexual dos professores que trabalham nas escolas instaladas nos campos de refugiados.

"Muita gente sabe que as mulheres que se arriscam a sair dos campos de refugiados no leste do Chade para buscar lenha e água enfrentam o assédio e o estupro", destacou Hondora.

"Do que as pessoas não se dão conta é que há pouca segurança para estas mulheres dentro dos campos", acrescentou.

A chamada Unidade de Segurança Integrada, uma força policial chadiana apoiada pela Missão da ONU no Chade, tem a responsabilidade específica de fazer a segurança dentro e fora dos campos de refugiados. Porém, alguns membros da unidade foram acusados de cometer abusos contra os direitos humanos. EFE vg/sc

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