Quanto mais tempo se prolongar a fecundidade de uma mulher, menos risco ela corre de sofrer do Mal de Parkinson, segundo um estudo americano divulgado nesta quarta-feira.

"Esta pesquisa nos leva a pensar que, quanto mais tempo uma mulher estiver exposta a seus próprios hormônios sexuais, mais protegidas as células cerebrais ficarão do Mal de Parkinson", afirmam os autores do trabalho que será apresentado na conferência anual da American Academy of Neurology, que se reunirá no fim de abril em Seattle (Washington).

Segundo o estudo, as mulheres na menopausa que tiveram um período de fertilidade mais prolongado, ou seja, mais de 39 anos, têm 25% menos riscos de desenvolver o Mal de Parkinson do que aquelas cujo tempo fértil durou menos de 33 anos.

Também de acordo com a pesquisa, as mulheres que ficaram quatro ou mais vezes grávidas correm um risco 20% maior de serem afetadas pelo Mal de Parkinson.

A probabilidade de sofrer dessa doença se duplica igualmente para as mulheres que foram submetidas a uma histerectomia (extirpação do útero) e que depois seguiram terapias hormonais. Em compensação, o risco não aumenta entre as mulheres que não tiveram o útero extirpado, mas tomam hormônios.

Foram estudados os dados médicos de mais de 74.000 mulheres que tiveram uma menopausa natural e 7.800 mulheres que sofreram uma histerectomia.

O Mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que causa rigidez muscular, dificultade para iniciar movimentos, falta de equilíbrio e lentidão nas ações voluntárias.

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